10.5.07
8.5.07
pena assim coisas devam ser
longe
logo a dor perto
sentir
sorriso apaga aqui
ciúmes e brigas
deixados de lado
disputa? não há
amor? inexiste
tem outras coisas entre nós
além do efêmero
a carne trava um diálogo com o desejo
o olhar é mais lascívia
que ternura
e é engraçada
uma história que volta
sem voltar
um desejo que sempre esteve presente
o carinho maior
que o carinho
compromisso não faz me pensar sobre o que é amor
senão uma roda gigante patética
girando através dos anos sem saída,
sem escape
tonta
girando desvairada
centrifugando vontades animais
desejos de caça
instinto de macho e fêmea
pluralidade no enlaçar de mãos
no roçar dos corpos
no suor misturado no lençol
basta um suspiro,
um gemido
uma sensação de leveza para saber
que a conexão se estabeleceu
os olhos se abrem
salivas conversam os lábios
um beijo
foi assim que tudo começou.
longe
logo a dor perto
sentir
sorriso apaga aqui
ciúmes e brigas
deixados de lado
disputa? não há
amor? inexiste
tem outras coisas entre nós
além do efêmero
a carne trava um diálogo com o desejo
o olhar é mais lascívia
que ternura
e é engraçada
uma história que volta
sem voltar
um desejo que sempre esteve presente
o carinho maior
que o carinho
compromisso não faz me pensar sobre o que é amor
senão uma roda gigante patética
girando através dos anos sem saída,
sem escape
tonta
girando desvairada
centrifugando vontades animais
desejos de caça
instinto de macho e fêmea
pluralidade no enlaçar de mãos
no roçar dos corpos
no suor misturado no lençol
basta um suspiro,
um gemido
uma sensação de leveza para saber
que a conexão se estabeleceu
os olhos se abrem
salivas conversam os lábios
um beijo
foi assim que tudo começou.
4.5.07
dunno how to swim
a luz da ilusão chega agora
não sei
a voz da solidão se perpetua
talvez
antes pensa
contabiliza durante
chora depois
faz o que quer
não pode
deve sempre escorregar solfejos de querer
deixar sair para que uma hora se quebre
a escada de pássaros desafinados
e se transforme em voz
de pensamento
fazendo a foz do esquecer
imersa em folhas
afogar
desafalecer no mar salgado em bolhas tristes
para brincar de verdes pétalas
último suspiro na concha das árvores
não sei
a voz da solidão se perpetua
talvez
antes pensa
contabiliza durante
chora depois
faz o que quer
não pode
deve sempre escorregar solfejos de querer
deixar sair para que uma hora se quebre
a escada de pássaros desafinados
e se transforme em voz
de pensamento
fazendo a foz do esquecer
imersa em folhas
afogar
desafalecer no mar salgado em bolhas tristes
para brincar de verdes pétalas
último suspiro na concha das árvores
1.5.07
duas da manhã
o sono não vem
o sonho não se permite chegar
estrelas choram no céu
carros passam na rua
olhos se fecham
e é impossível adormecer quando
a única imagem que vejo é você
é difícil viver fugindo do que não posso ver em mim
pensando em correr para seus braços
fugindo da escuridão
inundando as madrugadas sem sentir
o hálito fresco das manhãs
em que eu me alimentava de ilusões
o esperar que não vem
do seu gosto de floco de neve
que queima a língua
faz o coração ofegante
uma overdose nicotínica
preenche as veias
tenta suprir a fome que meu corpo tem de você
sei que estou me matando acelerada
e deliberada e indiscriminadamente
destemida
delinquente cometo crimes de amor
furto palavras por dizer
frases ditas sem saber
noite que não devia ter fim
assassino desejos
esfaqueio vontades
estrangulo o amor
a paixão...
quero estar ao seu lado, mas...
suicida que sou fujo de mim
penso em você
fecho os olhos
esqueço
adormeço
não penso
minha carcaça é formada por ossos
que nem na escola merecem ser estudados.
o sono não vem
o sonho não se permite chegar
estrelas choram no céu
carros passam na rua
olhos se fecham
e é impossível adormecer quando
a única imagem que vejo é você
é difícil viver fugindo do que não posso ver em mim
pensando em correr para seus braços
fugindo da escuridão
inundando as madrugadas sem sentir
o hálito fresco das manhãs
em que eu me alimentava de ilusões
o esperar que não vem
do seu gosto de floco de neve
que queima a língua
faz o coração ofegante
uma overdose nicotínica
preenche as veias
tenta suprir a fome que meu corpo tem de você
sei que estou me matando acelerada
e deliberada e indiscriminadamente
destemida
delinquente cometo crimes de amor
furto palavras por dizer
frases ditas sem saber
noite que não devia ter fim
assassino desejos
esfaqueio vontades
estrangulo o amor
a paixão...
quero estar ao seu lado, mas...
suicida que sou fujo de mim
penso em você
fecho os olhos
esqueço
adormeço
não penso
minha carcaça é formada por ossos
que nem na escola merecem ser estudados.
adoro torturas
torturas emocionais
o quebra-cabeças de você é uma tortura
e eu devia odiar isso, mas...
adoro!
adoro criar na minha mente maneiras de te montar
quebra-cabeça é um jogo solitário
e não tem como trapacear
se eu monto, vejo a figura
se falta uma peça fica incompleto
o tempo depende de mim
é uma tirtura montar quebra-cabeças
sem você
torturas emocionais
o quebra-cabeças de você é uma tortura
e eu devia odiar isso, mas...
adoro!
adoro criar na minha mente maneiras de te montar
quebra-cabeça é um jogo solitário
e não tem como trapacear
se eu monto, vejo a figura
se falta uma peça fica incompleto
o tempo depende de mim
é uma tirtura montar quebra-cabeças
sem você
sonhei que chovia
ainda triste me pus a observar o céu
alguém chorava acima da nuvens
o aguaceiro era formado por lágrimas contidas em mim todo esse tempo
inclinei a cabeça para ver mais de perto achuva
gotas no rosto ensaiavam o choro tímido que não saia de mim
e na chuva
eu já não sabia se era água ou poça ou eu
a chuva era forte
e eu pensava em você
ainda triste me pus a observar o céu
alguém chorava acima da nuvens
o aguaceiro era formado por lágrimas contidas em mim todo esse tempo
inclinei a cabeça para ver mais de perto achuva
gotas no rosto ensaiavam o choro tímido que não saia de mim
e na chuva
eu já não sabia se era água ou poça ou eu
a chuva era forte
e eu pensava em você
ei alguém me tira dessa jaula! preciso respirar dessa mentira.
é você! vem cá! me tira daqui! essas grades me tiram a visão do mundo!!! não consigo ver a floresta. eu tô claustrofóbica e histérica! eu não sou má! nem perigosa! não ameaço ninguém!!! me solta! senão vou continuar gritando!!! daqui a pouco vai escurecer e esfriar. aqui não tem comida nem cobertor. não vou poder evr o noticiário sanguinolento na tv e nem ouvir o tic-toc do salto da vizinha no andar de cima. eu não vou poder saber a que horas você chegou e nem quando vais dormir.
me tira dessa jaula. por favor!!! alguém... ei! você!!! tá ouvindo? oi! vem cá! você tem a cheve...me solta! vem! ei! sim!! me deixa livre!!! assim vou me matar sozinha! eu não aguento mais!!!!
não decifro a voz
da solidão.
é você! vem cá! me tira daqui! essas grades me tiram a visão do mundo!!! não consigo ver a floresta. eu tô claustrofóbica e histérica! eu não sou má! nem perigosa! não ameaço ninguém!!! me solta! senão vou continuar gritando!!! daqui a pouco vai escurecer e esfriar. aqui não tem comida nem cobertor. não vou poder evr o noticiário sanguinolento na tv e nem ouvir o tic-toc do salto da vizinha no andar de cima. eu não vou poder saber a que horas você chegou e nem quando vais dormir.
me tira dessa jaula. por favor!!! alguém... ei! você!!! tá ouvindo? oi! vem cá! você tem a cheve...me solta! vem! ei! sim!! me deixa livre!!! assim vou me matar sozinha! eu não aguento mais!!!!
não decifro a voz
da solidão.
a voz da solidão pronuncia palavras difíceis de compreender
em aramaico poesia não flui
distribuída em desenhos rocócós pelo papel
letras atropelam-se nos ouvidos
o sangue fervendo arrepia os pêlos do braço
por instantes a pele se solta
e eu não sei mais
quem sou
em minha veias
as frases longas
não compreendo
acho que de repente...
emburreci
a solidão me causa confusão mental e amnésia
e eu não entendo mais o mundo
as palavras
nem você
acho que me perdi.
em aramaico poesia não flui
distribuída em desenhos rocócós pelo papel
letras atropelam-se nos ouvidos
o sangue fervendo arrepia os pêlos do braço
por instantes a pele se solta
e eu não sei mais
quem sou
em minha veias
as frases longas
não compreendo
acho que de repente...
emburreci
a solidão me causa confusão mental e amnésia
e eu não entendo mais o mundo
as palavras
nem você
acho que me perdi.
short ones
sorte grande
loteria
acertar teu coração
eu queria
=^..^=
tanto quis
o pó de giz
ser poesia
que alergia
=^..^=
foda querer ser fada
fácil bruxa ser
varinha de condão roubam
vassouras não!
=^..^=
vale uma viagem para Paris
escapei por um triz
daquela queda de avião
=^..^=
unha róídas
meus caminhos são
sem saída
=^..^=
equi-li-bris
estão
colibrís.
=^..^=
corda bamba
tênis sujo
escorreguei
saí.
=^..^=
café forte
ver a sorte no fundo da caneca
borra?
pois é!
loteria
acertar teu coração
eu queria
=^..^=
tanto quis
o pó de giz
ser poesia
que alergia
=^..^=
foda querer ser fada
fácil bruxa ser
varinha de condão roubam
vassouras não!
=^..^=
vale uma viagem para Paris
escapei por um triz
daquela queda de avião
=^..^=
unha róídas
meus caminhos são
sem saída
=^..^=
equi-li-bris
estão
colibrís.
=^..^=
corda bamba
tênis sujo
escorreguei
saí.
=^..^=
café forte
ver a sorte no fundo da caneca
borra?
pois é!
calor
o coração se aquece de mágoas e necessita de água para equilibrar a temperatura enquanto ainda é dia
as nuvens se escondem do sol. já estão queimadas demais.
seria verdade a ilusão se não fosse a chaleira na tarde clara entes do sol esconder-se.
o sol nunca foi presente entre nós
mesmo quando sorrisos eram maiores que lágrimas
e a chuva nem pensava em escorregar do céu
meu corpo era lua
o seu tempestade
o inimigo estava próximo
prenúncio de frente fria.
as nuvens se escondem do sol. já estão queimadas demais.
seria verdade a ilusão se não fosse a chaleira na tarde clara entes do sol esconder-se.
o sol nunca foi presente entre nós
mesmo quando sorrisos eram maiores que lágrimas
e a chuva nem pensava em escorregar do céu
meu corpo era lua
o seu tempestade
o inimigo estava próximo
prenúncio de frente fria.
será?
que existe remédio para a doença que é você em mim?
tem remédio para desintoxicar de meu corpo você?
e para a dor de cabeça que é você?
e para a depressão que é não ter você?
tem algum tarja preta com fórmula mágica para curar a dor de um amor?
eu duvido.
eu duvido.
tem remédio para desintoxicar de meu corpo você?
e para a dor de cabeça que é você?
e para a depressão que é não ter você?
tem algum tarja preta com fórmula mágica para curar a dor de um amor?
eu duvido.
eu duvido.
how to
como editar um livro
sem falar de você
das horas reais e das imaginadas ao seu lado
como escrever poemas
sem fantasiar o lado bom do passado
e incerto do futuro sóbrio
e o presente que não evolui?
sem falar de você
das horas reais e das imaginadas ao seu lado
como escrever poemas
sem fantasiar o lado bom do passado
e incerto do futuro sóbrio
e o presente que não evolui?
é obsessão
eu já gritei e já chorei e já briguei tanto para dizer que te queria...
eu briguei tanto para fingir que não sofria...
tudo era simples assim
o amor era realidade batendo em meu peito
que achava até que ele tinha moradia certa nesse lugar comum
tudo era complicado desse jeito
uma hora a janela abria
o horizonte aparecia
o vento vinha,
ela batia
meu nariz era quebrado
e até cicatrizar e voltar em outro formato
tudo era dolorido assim
até àquele dia em que você me fez abrir a porta e sair...
eu não entendi nada
nada mesmo
agora
eu sei.
eu briguei tanto para fingir que não sofria...
tudo era simples assim
o amor era realidade batendo em meu peito
que achava até que ele tinha moradia certa nesse lugar comum
tudo era complicado desse jeito
uma hora a janela abria
o horizonte aparecia
o vento vinha,
ela batia
meu nariz era quebrado
e até cicatrizar e voltar em outro formato
tudo era dolorido assim
até àquele dia em que você me fez abrir a porta e sair...
eu não entendi nada
nada mesmo
agora
eu sei.
e daí...
que vc também me ama
que você me quer
e que a gente sonhou com um mar cor de rosa e um céu de arco-íris?
e daí que a gente pensou que a felicidade era a guerrinha de travesseiro e as gargalhadas ao acordar?
e daí que a chuva tá forte e a gente pode pegar uma pneumonia?
e daí que a minha coluna dói e eu tô cansada?
você não sabe o que quer
ou sabe demais...
e daí?
quem não sabe nada
quem nada sabe ir devagar sou eu
ser homeopática
tranquila
ir com pouca sede ao pote...
sou eu.
sempre comprei muita briga e corri atrás dos meus objetivos
mesmo sabendo das impossibilidades.
todo esse eu te amo
eu não posso
só eu quero
nunca mais...
vai ser o que vai me fazer rir futuramente
rir de mim e da incapacidade e do resto todo
porque eu quero esquecer
dos cafunés e das guerras de travesseiro ao amanhecer.
que você me quer
e que a gente sonhou com um mar cor de rosa e um céu de arco-íris?
e daí que a gente pensou que a felicidade era a guerrinha de travesseiro e as gargalhadas ao acordar?
e daí que a chuva tá forte e a gente pode pegar uma pneumonia?
e daí que a minha coluna dói e eu tô cansada?
você não sabe o que quer
ou sabe demais...
e daí?
quem não sabe nada
quem nada sabe ir devagar sou eu
ser homeopática
tranquila
ir com pouca sede ao pote...
sou eu.
sempre comprei muita briga e corri atrás dos meus objetivos
mesmo sabendo das impossibilidades.
todo esse eu te amo
eu não posso
só eu quero
nunca mais...
vai ser o que vai me fazer rir futuramente
rir de mim e da incapacidade e do resto todo
porque eu quero esquecer
dos cafunés e das guerras de travesseiro ao amanhecer.
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