29.10.09

sobre cantadas baratas e amores verdadeiros (II)



adoro o silêncio

o breve
e lindo silêncio
entre cada beijo

tagarelam apenas as línguas,
os lábios,
as sensações

adoro o silêncio breve
dos beijos em curso
dos olhos fechados
-e as conversas de nariz-

os beijos de casais apaixonados
no banco das praças,
na praias, no shopping
adoro!

e os sorrisos abobalhados,
as piadas "non sense"
e apelidos bobocas

os olhos cheios de estrelas
desses casais de namorado
na saída dos cinemas,
dos restaurantes,
das festas

-são cenas lindas de ver-

esses casais cruzando as calçadas
as mãos entrelaçadas,
os pés flutuando,
-corpos em ebulição-

a pressa de deitar na cama,
no sofá,
no chão

a correria para chegar em casa
ou no motel

-na cozinha, na sala-

o em pé embaixo do chuveiro
ou na banheira,
na sauna,
na imaginação ...

adoro beijos apaixonados
e o silêncio

que eles gritam
dentro do elevador


27.10.09

CEP 20 MIL - DIA 29 de Outubro - Quinta-Feira

Com a presença e performance de Mme. Kaos (eu, Bia e Marcela) entre muita, mas MUITA COISA BOA!

Partiu?!




Clique no Flyer para ele crescer! rsrsrs

22.10.09

20.10.09

sobre eletricidade e luz de velas (II)



você me ignora e eu não ligo, pois sei que às vezes, e são muitas estas vezes, falo demais e também me canso de mim e da minha voz estridente a estalar nos ouvidos feito bola de chiclete.

você me ignora e eu não ligo, pois sei que às vezes, e são muitas estas vezes, bebo demais e começo a fazer confissões desnecessárias. e sei também, que é preciso ficar calada, mas não consigo ficar calada porque o excesso de cerveja faz o pensamento acelerar e ele foge pelas janelas dos meus lábios muito antes que eu pense que era melhor ter deixado as coisas guardadas, dobradinhas e com cheiro de amaciante dentro das gavetas do armário da alma.

você me ignora e eu não ligo, pois sei que às vezes, e são muitas estas vezes, que seus afazeres e leituras são mais importante que meus "olás", que meus "ois"...

você me ignora e eu não ligo, pois sei que às vezes, e são muitas estas vezes, que você está absorvido pelos seus próprios pensamentos e é mais interessante estar mergulhado no seu mar do que no meu oceano gelado e cheio de tubarões.

você me ignora e eu não ligo, pois sei que às vezes, e são muitas estas vezes, que eu assusto você com meu impulso suicida de pular no abismo e pagar para ver se lá embaixo tem um colchão macio, é terra batida mesmo ou pedra.

você me ignora e eu não ligo, pois sei que às vezes, e são muitas estas vezes, a gente sorri junto e se entende e sabe do que o outro está falando.

e eu não ligo. não ligo mesmo de você me ignorar, porque eu sei que a vida é assim mesmo e eu tenho que aprender a viver com a minha incoerência, com a minha liberdade, com a minha falta de modos e com a minha mania de falar "eu te amo" a toda hora e eu sei não vai ser fácil, mas sinto que a gente poderia muito bem viver junto e feliz, para sempre, numa casinha com cercas brancas e flores no jardim e sei também que é é esse o nosso desejo mais sincero e secreto. eu sei que é tudo isso que a gente deseja, por isso, eu não ligo.

não ligo mesmo para nenhuma poça que nos tire dessa estrada escura e cheia de curvas só porque chove torrencialmente na cidade.

Sobre doçura e desatino ( poema 1) - Versão 2


gosto de sair
- rodopiando pelas ruas -
nos finais de tarde

continuo a girar
e não ligo se alguma ordem
vem ao meu encontro,
nem percebo se os sinais estão nas cores
de "pare", "atenção" e "siga"

rodopio como guarda-chuvas
que desejam virar peão
naquelas dancinhas antigas
que fazia quando criança

sobre doçura e desatino (I)


Da série: 3 momentos 
ou
"absolut cuckoo"


gosto de sair nos finais de tarde
rodopiando pelas ruas
sem prestar atenção
se os sinais estão nas cores
de pare, atenção e siga


continuo a girar
e não ligo se alguma ordem
vem ao meu encontro


rodopio como guarda-chuvas
que desejam virar peão
naquelas dancinhas antigas
que fazia quando criança
 

meus dentes amarelados por anos de nicotina
são escorrega de micróbios e placa bacteriana


minha boca é um playground de micro partículas
de saliva e qualquer outras coisas


minha língua se diverte com sabores,
chicletes, tosses e
beijos
 
minhas unhas quadradas
e um esmalte sempre vivo


elas descascam, eu passo a lixa!

e quando não dá mais para disfarçar 

fujo para a manicure


colorir as mãos,
disfarça imperfeições

Spinning Around - pensamentos recorrentes, a nova série (I)


hoje de manhã sai de casa sem pentear os cabelos. fiz uma trança com a franja em crescimento e prendi o restante para trás num rabo de cavalo. percebi agora que o rabo de cavalo estava um tanto emaranhado e procurei por um grampo na bolsa. fiz então um coque desalinhado e ficou bonito.

não me entendam mal: não estava desgostosa da vida e nem com preguiça de procurar pela escova ( la estava na minha frente), mas eu queria mudar um pouco essa rotina de certezas que me cerca – algo assim como levantar da cama, colocar os chinelos e ir para o banheiro para o primeiro xixi do dia e depois banho e depois café da manhã e escovar os dentes e pentear os cabelos e dar tchau para a minha mãe e sair de casa.

eu não estava com nenhum pouco de vontade de pentear os cabelos e verificar os nós e as pontas duplas e os quatro dedos que preciso cortar dele. eu não estava querendo passar silicone nas pontas, creme para pentear no comprimento e nem fazer nada disso hoje, porque eu faço isso tudo todo dia e nada muda em dia nenhum e fica tudo sempre igual e a mesma coisa e igual a qualquer outro dia.  é só rotina, ritual, vontade de me enganar, acreditar em campanha de marketing de que se eu usar isso meu cabelo vai ficar assim, assado, cozido... não!


escolho meus produtos de cabelo pelo cheiro, pela embalagem, pelo preço, porque é tudo sempre igual e só isso muda: cheiro, embalagem, preço e nada mais. não consigo ser meticulosa para não dizer "fresca" assim como a maioria das mulheres. eu não consigo achar diferença nenhuma nessas coisas, a não ser, lógico, quando a gente vai a um bom salão, porque nesse caso, aí... muda tudo! a textura do cabelo muda. a nossa cara muda. o jeito que as pessoas nos olham, muda. e aí... repito; muda tudo! – mas hoje, nada ia mudar e eu resolvi sair de casa assim, com as cabelos livres de escovar e essa foi a minha escolha e isso mudou tanta coisa hoje.

e mesmo sem sabe o porquê deste texto  e o porquê de eu não estar conseguindo escrever nada que preste mesmo estando bem (deve ser por isso mesmo, porque eu estou bem) e sem saber quando vou voltar a ter ânimo de escrever e de falar em público e de sair de novo e de celebrar a vida eu estou bem, mesmo não sabendo do amanhã, se vou estar ótima ou pior que hoje, ou talvez um pouquinho melhor... eu estou bem. tirando a dor enlouquecedora no dedão do pé esquerdo.

não se preocupem com a minha dor, eu estou medicada, colocando gelo e  não vou sair para dançar como de costume. eu vou deitar na minha cama e sonhar com o meu lindo namorado e vou descansar e ficar calma, tranqüila e feliz e amanhã, vou pentear os cabelos como de costume e esquecer que hoje foi um dia comum como todos os outros mesmo que eu não tenha penteado os cabelos e vou dar tchau para minha mãe e sair.

19.10.09

Além do ponto - Caio F. Abreu

"...não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras, teria que ter cuidado com o lábio inferior ao sorrir, se sorrisse, e quase certamente sim, quando o encontrasse, para que não visse o dente quebrado e pensasse que eu andava relaxando, sem ir ao dentista, e eu andava, e tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era."




"... decidi na minha cabeça que depois de abrir a porta ele diria qualquer coisa tipo mas como você está molhado, sem nenhum espanto, porque ele me esperava, ele me chamava, eu só ia indo porque ele me chamava, eu me atrevia, eu ia além daquele ponto de estar parado, agora pelo caminho de árvores sem folhas e a rua interrompida que eu revia daquele jeito estranho de já ter estado lá sem nunca ter, hesitava mas ia indo, no meio da cidade como um invisível fio saindo da cabeça dele até a minha, quem me via assim molhado não via nosso segredo, via apenas um sujeito molhado sem capa nem guarda-chuva, só uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito. "

"... pensei na lama que ele limparia terno, porque era a mim que ele chamava, porque era a mim que ele escolhia, porque era para mim e só para mim que ele abriria a sua porta."

"...Chovia sempre e eu custei para conseguir me levantar daquela poça de lama, chegava num ponto, eu voltava ao ponto, em que era necessário um esforço muito grande, era preciso um esforço muito grande, era preciso um esforço tão terrível que precisei sorri mais sozinho e inventar mais um pouco, aquecendo meu segredo, e dei alguns passos, mas como se faz? me perguntei, como se faz isso de colocar um pé após o outro, equilibrando a cabeça sobre os ombros, mantendo ereta a coluna vertebral, desaprendia, não era quase nada, eu mantido apenas por aquele fio invisível ligado à minha cabeça, agora tão próximo que se quisesse eu poderia imaginar alguma coisa como um zumbido eletrônico saindo da cabeça dele até chegar na minha, mas como se faz? eu reaprendia e inventava sempre, sempre em direção a ele, para chegar inteiro, os pedaços de mim todos misturados que ele disporia sem pressa, como quem brinca com um quebra-cabeça para formar que castelo, que bosque, que verme ou deus, eu não sabia, mas ia indo pela chuva porque esse era meu único sentido, meu único destino: bater naquela porta escura onde eu batia agora."




"... eu quis chamá-lo, mas tinha esquecido seu nome, se é que alguma vez o soube, se é que ele o teve um dia, talvez eu tivesse febre, tudo ficara muito confuso, idéias misturadas, tremores, água de chuva e lama e conhaque batendo e continuava chovendo sem parar, mas eu não ia mais indo por dentro da chuva, pelo meio da cidade, eu só estava parado naquela porta fazia muito tempo, depois do ponto, tão escuro agora que eu não conseguiria nunca mais encontrar o caminho de volta, nem tentar outra coisa, outra ação, outro gesto além de continuar batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, na mesma porta que não abre nunca."


*pq este texto é lindo!!!

2 anos de ...

amor.

2 anos de brigas e abraços.
2 anos aprendendo a estar ao seu lado.
2 anos daquela nossa primeira vez. digo daquela nossa porque todas as nossas vezes são nossa primeira vez.

ah... como é bom ter aprendido a te amar e saber que o mesmo aconteceu com você.




parabéns, amor. por hoje e por todos os outros nossos próximos anos juntos, mesmo com altos e baixos e lapsos e interrupções.

16.10.09

sobre alma e reflexos no espelho (V)



translúcidos olhos
refletem o sentir sem máscaras
- da mentira -

sem máscaras,
a verdade aparece
no castanho dos meus olhos

sempre achei que os sentimentos estampados nas bochechas
desbotassem com o passar dos anos,
- mas não -
eles ficam mais marcados

são desenhados meticulosamente com a caneta de rugas
ficam mais evidentes com o passar do tempo

à cada dia menos sutís; as marcas
[sentimentos desenhados na minha cara]
sem disfarce

eu; exposta

14.10.09

Já me matei faz muito tempo
me matei quando o tempo era escasso
e o que havia entre o tempo e o espaço
era o de sempre
nunca mesmo o sempre passo

morrer faz bem à vista e ao baço
melhora o ritmo do pulso
e clareia a alma
morrer de vez em quando
é a única coisa que me acalma

Paulo Leminski

13.10.09

resgatando frases de um velho caderno


 
o amor começa como sonho e depois vira monstro. um monstro que consome o pensamento. um monstro voraz que sai destruindo tudo o que vê pela frente. o amor mastiga todos os pedacinhos de mim. o amor devora! o amor chega na hora inesperada.

o amor é um degenerado, um pervertido que faz eu ver a vida em cor-de-rosa. o amor é um mendigo bêbado dormindo em páginas de jornal na calçada. o amor é friorento, calorento, sem sentido.

o amor é um pedinte, um transeunte, um passageiro. o amor é um cantor de churrascaria tentando emplacar um hit na novela da Record.

o amor é um escritor que não sabe gramática, uma equação matemática, uma coca-cola quente.

o amor é químico! a biologia explica o que ele é... bem melhor que a filosofia.

o amor é uma repetição.

o amor são os ciclos, as idades da vida.

o amor é o inferno astral vestido de anjo.

o amor acha ser simples, mas é complicado a beça. precisa de terapia!

o amor não deve ser explicado. amar, não é pecado!

o amor acha que é gente... e pode até ser no começo, mas quando o amor acaba... quando o amor acaba... é a gente que sente a dor.


If I read a book and it makes my whole body so cold no fire can even warm me, I know that is poetry

Emily Dickinson

9.10.09

"Se minha poesia tem algum objetivo é de retirar  as pessoas das formas limitadas com que  vêem e sentem"




"A única obscenidade que conheço é a violência."
 

James Douglas Morrison (Jim Morrisson)

Ser poeta, por Rimbaud

"um poeta torna-se um sonhador através de um longo, ilimitado e sistemático desregramento de todos os sentidos. Todas as formas de amor, de sofrimento, de loucura; investiga-se a si próprio, consome dentro de si todos os venenos e preserva as suas quintessências. Um tormento indescritível, onde irá encontrar a maior fé, uma força sobrehumana, com que se torna, de entre todos os homens, o grande inválido, o grande maldito – e o Supremo Cientista! Pois alcança o desconhecido! E que interessa se for destruído no seu vôo extático por coisas inauditas e inomináveis..."

sobre pipoca e formigas na cadeira (IV)

o que falar de Tarantino? tirando o óbvio que ele é genial, genial, genial?! "Inglorious Basterds" é uma obra-prima e até agora o filme pulsa em minha veias e as imagens saltam da minha retina.

sabe quando vc acha que a pessoa nunca vai se superar, mas ela se supera? pois é, fechei o "meu" Festival em grande estilo e saí do cinema, feliz.

isso tudo sem falar da atuação de Brad Pitt que... está impagável!

7.10.09

sobre pipoca e formigas na cadeira (III)



sensibilidade nada mais é que habilidade de olhar diferente para a vida e sentir as paisagens. de escutar o que gritam, o que choram; o que já sofreram.

      [é perceber,
num relance

um raio de sol perdido 

e encantar-se com ele.]

Gabrielle (Coco) Chanel foi uma mulher moderna; à frente do tempo. uma mulher sofisticada  que via as coisas "nuas".

com olhar de simplicidade, ela modificou costumes, transcendeu "fru-fru's", abriu caminho para outras revoluções. sempre soube aonde ia e chegou lá no degrau máximo da sofisticação sem rebuscamento e continua aqui, na inspiração mais iluminada. ela foi a responsável pela desconstrução de costumes na alma feminina.

... delicada e forte como as pérolas que carregava no pescoço, ela sabia que o amor ,como Cazuza cantou anos depois, "a gente inventa". ela sabia que seria rica, famosa, célebre e seguida por hordas de mulheres felizes sem espartilho por baixo dos vestidos. ela foi a libertação, pois sempre teve consciência do que era
liberdade.

6.10.09

Evento novo TAVINHO PAES - Divulgando.


... a estréia experimental será nesta quarta (07 de outubro), mas o evento se desenvolve durante todas as quartas do mes de outubro (14 - 21 e 28) ... a localização é no começo da Barra, na praça do Ó ...  SE DER, mandem o anexo aos amigos em seus orkuts, twitters e facebooks, please

tavinho paes

sobre pipoca e formigas na cadeira (II)





pessoas riem, pois a velha com Alzheimer está longe. lá na tela do cinema e não em suas vidas. as pessoas gargalham, pois a velha com Alzheimer faz xixi no meio da sala e manda a filha embora sem qualquer explicação. as pessoas acham engraçado a velha com Alzheimer fugir de casa e se assustar com o barulho do elevador.

é, deve ser realmente engraçado para essas pessoas ver um adulto voltar a ser criança e ter que ser ensinado a usar o vaso sanitário. esse deve ser mesmo um filme de comédia para essas pessoas que não têm uma velha com Alzheimer em suas vidas. esse drama que para elas é comédia, alegra suas vidas, mas para mim é drama e eu acho triste e eu me identifico e choro.
choro muito! copiosamente. não por ser chorona, mas porque eu tive uma velha com Alzheimer por perto e eu amo essa velha. a minha velha com Alzheimer não sabia qual era meu nome e nem o da minha mãe. a minha velha com Alzheimer era a minha vó e eu sinto muita falta dela.

* escrito depois de assitir " A caixa de Pandora"

5.10.09

sobre pipoca e formigas na cadeira (I)




o dia passa e não me reconheço
nas gotas da chuva que cai lá fora

estou trancada numa sala escura
com os pés esticados sob a poltrona da frente
enclausurada num filme profundo
-no purgatório-

as idiotas da poltrona ao lado
-riem de nervoso-
não percebem que a vida é densa
como um filme em preto e branco
acham esquisitos os contos de Juan Rulfo
e fazem comentários bobocas que me irritam profundamente

a vontade de mudar de lugar em contraponto
com outra vontade
a vontade de continuar no lugar que escolhi,
no qual estou confortável demais

espero o fim do filme mesmo desejando que ele nunca acabe
e recomece imediatamente depois do "THE END", 
mas ele termina mesmo assim
antes que eu me dê conta
do que ele mudou dentro de mim

é assim como ver um bebê voador
com asas de pássaro e imaginar que um anjo
ganhou vida terrena numa película leve
e inspiradora de François Ozon
por um segundo então, perceber que anjos voam pela minha vida
mesmo que sua existência não seja percebida
no Zoológico Humano  em que me sinto
presa

na jaula em que me sinto presa
dia após dia
sejam estes  domingos chuvosos
ou não

Poema novo hoje lá no

Festival do RIO 2009 - HUMAN ZOO

Este filme de quase 2 horas tem de tudo. É atual, cheio de ação, poético. Uma visão feminina do "Poderoso Chefão" e é É um pouco difícil de descrever, pois ele "navega" em muitos lugares e é uma compilação de várias idéias. Uma miscelânea, como a sociedade atual. É o Zoológico em que vivemos. Provavelmente inspirado em Quentin Tarantino, Luc Besson e muitos outros grandes diretores.
Vá assistir este filme com a mente aberta e você irá experimentar a visão artística da bela e talentosa Rie Rasmussen, seu entusiasmko, sua poesia, sua noção de tempo e seu estilo.

Definitivamente espero ansiosa pelo novo projeto dela.







Estou até agora encantada com o filme, a Diretora, o ator... aiai!