17.12.07

Perder

Quando me perdi naquele espaço de tempo tranquilo e inquieto percebi estar vivendo uma contradição.

A lua nem era grande e meus pés estavam doídos.

Perdi noção espacial e continuei a chutar pedras.
Cada uma representava um dia.

Eu antes estava perdida em pensamentos e queimaduras de cigarro.

Desafiava borboletas e latidos de cachorro assistindo corridas de submarino em Ipanema e sempre que eu acordava fazia um frio mais incomum.

Eu estava sem casaco e tinha perdido a noção das horas, do tempo, do mundo de mim.

Agora eu perdi apenas o medo do amor e me encontrei.

16.12.07

Rodando

um certo gosto de sangue na boca. não sabia como tinha chegado ali; mas estava bem.
lembrava de flashes esparsos. precisava apenas; dormir.
não viu nem soube de nada. a chuva caia do céu e tingia o vestido azul.
passou a língua na carne que reveste as bochechas. descobriu ter se mordido. precisava enfrentar raios e trovões para voltar para casa,quando acordasse.
teve sonhos estranhos e indecifráveis, os quais, esqueceu.
a saudade batia cada vez mais forte. ele tão longe sem poder abraçá-la. certo só que: daquele jeito, não gostaria de vê-la. ela queria o costume de todos os dias. sentir calafrios de beijos e cheiros, e vida.
a dor - arrebatadora! infinitamente pior que a ressaca do dia seguinte. infinitamente maior que o medo de perdê-lo. muito, muito mais forte que a chuva.
ela não conseguia mais dormir sem ele ao lado.
o travesseiro jazia sozinho enquanto o quarto girava - roda gigante de pensamentos.

TNT

do seu gemido
nasce o gozo

relaxo observando a textura da sua pele
antes, durante e depois.

todas as suas tensões,
a respiração ofegante
e a gente
no topo da escada
voando livre
naquele deserto
olhando para as dunas
vivendo em cima de corcovas de camelo
com tecidos esvoaçantes na cabeça

sorrisos de cumplicidade
na ponta dos olhos
admiração nos lábios

você tem um dente em formato de coração
e nem sabia
e um exército de palavras doces como seu beijo.

foi muita sorte minhas asas atravessarem seu caminho,
pois meu corpo desgovernado entra em colapso
quando te vê mordendo os lábios
e explodindo.

5.12.07

Escritores da Liberdade


A Gabi, indicou o SACHÊT para o prêmio 'Escritores da Liberdade'. E agora eu indicarei outros 10 blogs pra o mesmo prêmio.

São eles:
Blues Curitibano - Blog do Alexandre França.

*Música, poesia, inspiração Beat Bossa Nova. Iconoclastinha "direto e reto" poeta. Frases cruas, sutis e profundas em textos escancaradamente belos.

Lá no mundo de Lá - Blog da Lá.

* Latitude e longitude levemente indefinidas. Cascata de pelavras bem tecidas numa saia...

Didimocolizando - Blog da Bruna Beber.

*"Beber" não dirija - digira, deguste as palavras desta poeta da fila sem fim dos demônios descontentes.

Dois Dedinhos de Prosa - Blog da Karlinha.

*Do Mato Grosso, nada Bicho do mato. Mulher de fases, de faces que mostra a cara e morde o ...

Haute Intimitè - Blog da Sá.

* Autora do blog Haute Intimitè, escreve também a série 'Mulheres sobre Descontrole', e no blog'No Balaio'. Brinca, brilha, fala e sorri. Escreve como quem tem sede e mostra ao mundo garrafas e garrafas do champanhe mais caro com suas palavras.

Numa Noite qualquer - Blog da Beatriz Tavares.

* Sandália rasteirinha, saia indiana e bikini sem bolinha. Bia mergulha no mar gelado
e esquenta o corpo com poesia.

Chacal - Blog do Chacal

*Dispensa comentários...

Jour Now - Blog do Tavinho Paes.

*Ele é totalmente demais...

Versos de Falópio - Blog que eu tenho o participo junto com 6 mulheres Deusas da palavra:

Gabriele Fidalgo,
Karla Jacobina,
Samantha Abreu,
Lais Mouriê,
Syssy Virtuale
e
Martha Galrão.

Segui a idéia principal e indiquei 10 blogs.Agora quem foi indicado pode também indicar outros blogs.

What do u have to say?

É CAMPEÃO!!!!!!

4.12.07


ao seu lado brilham madrugadas
amanhecem fogos de artifício
e verdades

adormece um passado triste

ao pôr-do-sol se distancia
o sol que brilha
e com a chuva nasce
um imortal arco-íris

deita a lua em nossas fotografias.

28.11.07

diferenças

ser diferente é ser igual
real

[APENAS EXISTIR]

neste mundo de sombras e imagens
inventivamente revestidas de pré
{CONCEITO}

conceitos mensurados
em divertidos e inadvertidos
pensamentos
sobre vidas
[INDIVIDUAIS]

desejos adversos
[GENUÍNOS]

genialidade genética
ou não tão fácil assim

[FATO]

factual sem factóides
peculiaridades de alguém que gente é!

sobrenatural
naturalmente
alguém apenas...
[INESQUECÍVEL]

LEPREVOST- ARRASA!!!!

entre teus dentes sustenidos
ontem morrerei
no abandono de continuar te amando

teus brincos, bambaleantes torres
de onde a lua inebriada de sons e girândolas
despenca gota a gota

ontem morrerei na harmonia de tuas lágrimas
na inhaca lagunosa de tuas constelações

morrerei

e minha focinheira foi o vaso de tuas primaveras

confessadas no que jamais fiz
encontrar alaúdes na soleira do fim, não encontrei

não vi alçar da sonolência os alçapões
nem tuas favelas verdejaram cheiro e luminosidade de colina

tuas pálpebras de impalpável jardim comeram a luz

das anêmonas, quando ontem morrerei

Ode Mundana – pg. 18 (Editora Medusa)

[jardim social] -Adriano Esturilio

entrou no quarto bem na hora que a menina tocava uma siririca gostosa de deixar o olho pra cima e a lingua pra fora. tava tao boa que nem viu a negra vistosa com uma pilha de roupa, estatica com a mao ainda na maçaneta. segurou o susto e achou melhor ñ incomodar a patroinha. voltou dois passos ainda de costas e encostou a porta com todo cuidado, exigindo do trinco cumplicidade. fez o sinal da cruz com a mao que ñ tinha roupa, enquanto mordia seu carnudo beiço inferior, e chamou seu filho jeferson. deu a pilha na mao, um beijo na testa, tapinha na bunda. anda, beiçudo. coloca essa roupa no armario e tira a roupa dela. É. as maes se preocupam com o futuro dos filhos.

*conto do (Livro-dvd) Cancha 2 de Adriano Esturilio -Editora MEDUSA

------------------------------

*Fui ao LANAÇAMENTO ontem... o menino é genial! e o livro... UM PRESENTE.

ótimo para o NATAL.

27.11.07

LEIAM o post da SÁ hoje no FALÓPIO

... (des)organiza, (dez)organiza, desor(i)g(i)n(al)iza...

e...

deixa um cheirinho bom de "VEJA" pela casa.


***

bJU, Sá!

26.11.07

RATOS di VERSOS (RODÍZIO DE RATOS)


Os sinos clamam! Os deuses tocam! E os Ratos se espalham!


Esse é um momento delicado como um hamster, decidido como uma ratazana, e dedicado como um rato de Laboratório.


Os RATOS DI VERSOS após 1 ano e meio desforreando verbos no Beco do Rato, partem à procura de outra toca pela Lapa.


E já que mudou-se o local, os Ratos aproveitam as instabilidades para mudar o dia da semana, saímos das quartas quinzenais para as quinzenais quintas.


Escolher o local apropriado para tanta tertúlia, é trabalho árduo, é trampo duro, só tramando uma pra ver de verdade...


Então está aberto o "Rodízio de Ratos", os Ratos passarão por alguns bares da Lapa oferecendo versos em troca de uma nova toca.


E o primeiro RATOS DI VERSOS dessa nova temporada é no Bar do Jô:


QUINTA 29/11 BECO DOS CARMELITAS,N° 9, LAPA, 20hs


atenção: não é em Sta Teresa, o Beco dos Carmelitas é uma rua paralela ao Beco do Rato,é uma outra transversal da Morais e Vale, é mole.

LAÇOS - entre os 20 finalistas do PROJECT DIRECT (You Tube)

O filme do meu irmão ficou entre os 20 finalistas...

1)Peço que vcs entrem no link: www.youtube.com/projectdirect
2)cliquem em VOTE
3)procurem Laços
4)votem!

Meus problemas com a bebida - Mário Bortollotto

"ela me dizia que eu tinha problemas com bebida
me dizia isso enquanto andava atrás de mim no supermercado
eu escolhia um vinho pra beber no jantar
na verdade eu tava indeciso entre um vinho e um conhaque
na dúvida levei logo os dois
e uma caixa de cervejas pra depois do jantar
e ela continuava falando rispidamente comigo
eu me sentia dentro de uma música do Bruce Springsteen
ela falava algo sobre viver e morrer como um perdedor
eu disse: “Que merda cê tá falando?”
ela fazia ballet e andava daquele jeito empinado que me deixava ainda mais oprimido
havia muita raiva naquela mulher
e a raiva te deixa com dificuldade de se expressar
e eu só precisava de um drink
abri o conhaque na fila do caixa e dei um gole
“Era sobre isso que eu estava dizendo”.
“O que?”
“O seu problema com bebida”.
“Eu não diria que é um problema. A bebida me ajuda nos momentos difíceis”.
“E esse é um deles?”
“Eu não estou muito a vontade”.
entrei no carro e abri logo uma cerveja
“Vai continuar negando que tem problemas com a bebida?”
“Olha, eu não tenho problema nenhum com ela. Às vezes quando bebo, eu arrumo mais problemas, só isso”.
nós saímos do estacionamento do supermercado e ela continuava falando comigo daquele jeito intolerável e pensei em meter o carro num poste ou algo do tipo, mas eu ainda não havia bebido o suficiente."

15.11.07

existem cores e sombras e abismos
e cores e sombras e abismos

mas eu tô "singing in the rain"
just in the rain singing,


at the rain, on the rain
tanto faz
o importante é rodar o guarda-chuva
e cantar ao amanhcer
um tubinho preto
por ser sexy, vintage e até sem nexo

um tubinho preto pode ser anos 50, pode ser quem não aguenta
e até coringa ser

um tubinho preto pode trazer sexo, pode ser facilidade
ou uma certa falsidade

um tubinho preto pode ser o que combina, pode ser a minha sina
e a vontade de você

um tubinho preto pode ser a cor na vida, a saudade colorida
só para sempre seduzir

pode ser a cor, a dor, a vontade, o amor
pode ser fatalidade
suicídio, assassinato ou simples delito parecer

um tubinho preto condena, atira, prende,
alucina, se desfaz...

é um mero acaso
pode ser um simples fato pra fisgar um bem querer

me-te-vi, borboleta, bem-te-quis - homem meu
bem me foi a espera
que um olhar forneceu.

um tubinho preto...
dizem que eu sou de ouro.
eu duvido, duvido!
eu até poderia ser "um sujeito normal e fazer tudo igual",
mas a minha maluquez...
ah! minha maluquez,
mesmo que "misturada com a" lucidez que eu não tenho
não me deixa, não me deixa ser normal
são tantos planos vazios
que os cachorros correndo no meio da chuva
procurando comida latem abandonos

e é tudo tão vadio, vazio, vadio, vazio
vazio
que encaixar quebra cabeças na varanda de um sitio
se torna fácil demais...
e entoar conversas nuas quando a vida se faz crua
só com um certo jazz

eu sei que escrevo, nesta vida eu tô blues
e no entardecer
no entardecer
é possível que eu seja tantas mais

só na verdade o que eu quero é um cais
prá adormecer...

13.11.07

Tulipas Negras


Tulipas negras dormiam num lago de sol. Deprimidas acordavam em lágrimas frias. Alimentavam-se de olhos fechados e ausência de cor. Respiravam nuvens pálidas. Flores coloridas caçoavam da melancolia e batiam palmas cantando canções. Um dia a tulipa mais rebelde do buquê virou gérbera e foi para o jardim. Juntou-se às outras, alegres e virou atriz. Tinha capacidade de assumir vários papéis. Agora era rosa, em minutos margarida; gérbera; lírio; copo de leite e até orquídea. Arrumou um namorado e até filhas teve. Todas lindas, radiantes, reluzentes, furta-cor. Todas tulipas negras.


Feminilidade à flor da pele.

DIA 10 DE DEZEMBRO, 2007




Juju, Bia & Marcela
in Performance no CEP 20.000

Teatro do Jockey -Gávea

AGUARDEM!!!!

8.11.07


Faz calor aqui do outro lado do iceberg. As paredes brancas neutralizam o cansaço.
Estou sozinha a escrever versos sobre o que lembro. Durante longas horas de viagem eu vi algumas coisas, mas o cérebro derrete esse lembrar.
É sempre noite aqui. Lá, tudo era claro e sensível –até na escuridão as focas brincavam de pique-esconde. Aqui o passado é revivido como gotas de chuva – sem parar. É tudo muito diferente...
...existem contrastes e cores.
...nada é monocromático.
...pessoas sorriem na praia.

Lá, tudo é mar. Um mar tão frio que:
... se alguém quiser nadar

MORRE INSTANTANEAMENTE!

Eu nunca precisei nadar para morer. Já estava ali, objeto de decoração- sofá para pingüins-há muito tempo.

...não sabia que estava morta até chegar aqui desse outro lado.
...do outro lado do Iceberg.

5.11.07

É QUINTA!!!!!


Aguardo todos LÁ!

Poesia na VACA DE DRUMMOND



Não, não podia chover. Ficou terminantemente proibido que qualquer nuvem negra rondasse as imediações da praia de Copacabana. Pacíficas, compreensivas, elas entenderam e se mantiveram afastadas, abrindo espaço para o lindo céu azul que serviu de cenário para a grande festa da "Poesia na Vaca do Drummond". O sarau já é bloco e luau, feira e pelada, festa e passeata. É tudo e mais um muito, não cabe dentro de si. Ali tinha um pouco de Parati, utopia de poesia em toda parte. Foi grande, monumental, suntuoso!! Sim, suntuoso!! Agora é pensar no que virá. O show não pode parar, o grande circo deve continuar. Aguardemos então, as cenas do próximo capítulo, tendo a certeza de que o final será feliz, muito feliz!

-Dan-

Retirado do Blog do Dudu e Dan Dan...

Concordo com vcs, meninos!!!

Foi realmente FENOMENAL!!!!

2.11.07

tão diferentes
iguais

a mesma dor que corta
o mesmo sangue
quando
nadas e cacos
tentam se juntar

repelentes
indiferentes
apaixonados

não entendem

amam
e se prolongam

o crepúsculo

a sombra da lua em meu corpo
ilusão que se despe
imagem que satisfaz
no vão de seus dedos
tempo que passa

vontades estagnadas
no segundo que se perde
em horas intermináveis
sem você

tudo flameja, pulsa, movimenta
e voa quando a seu lado estou.

o horizonte

coqueiros refletem seu olhar
e eu canto em cacos de vidro

trsitezas passadas
em sonho, sombra e purpurina

alegre encanto
em seu sorriso manso

olhos perdidos procuram os meus

vejo coqueiros e luzes em seus olhos
vejo saudade, medo e paixão
numa praia certa com olhares de trovão e desejo.

1.11.07

The miracle of Love -Eurythmics

How many sorrows
Do you try to hide
In a world of illusion
That's covering your mind?
I' ll show you something good
Oh I' ll show you something good.
When you open your mind
You 'll discover the sign
That theres something
You're longing to find...
The miracle of love
Will take away your pain
When the miracle of love
Comes your way again.
Cruel is the night
That covers up your fears.
Tender is the one
That wipes away your tears.
There must be a bitter breeze
To make you sting so viciously -
They say the greatest coward
Can hurt the most ferociously.
But I'll show you something good.
Oh I'll show you something good.
If you open your heart
You can make a new start
When your crumbling world falls apart.

e eu aqui de novo...

completamente

A
P
A
I
X
Ã
O
NADA
TUDO!

Não mata. Dá a idéia...

Trecho do Show do Alexandre França no Teatro Guaíra (CTBA).
Vale muito à pena ouvir, ver, comprar o CD, ler o Livro...


31.10.07

é domingo
folhas secas
caem no chão

estrelas adormecem
à teus pés

todos são dias de folga

a noite mansa
e um sorriso doce
iluminando a minha boca

-------------------------------------------

tudo é fim-de-semana ao teu lado...
obrigada por entrar assim na minha vida de repente como um pôr de sol.

28.10.07

Meme 161

"Pela estrada à fora" recebi o convite da Cris - http://caneladeversoeprosapelaestrada.zip.net/

1- procurar um livro próximo (o primeiro que aparecer, não vale procurar um livro);
2 - abri-lo na página 161;
3 - procurar a quinta frase completa;
4 - postá-la no seu blog;
5- não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6- repassar a outros cinco blogs.

O primeiro que está ao meu lado e tem mais de 161 páginas é:

CAIO 3D (Esssencial da década de 1990) - Caio Fernando Abreu

" Isso é o que se conta, o que se diz, o que se vê e não se vê, mas se imagina do Passo."
De tudo, o mais real, salpicadas entre as quatro patas da aranha-no meio dos girassóis do leste, à beira dos lajeados ao sul, pelos descampados do norte e até mesmo entre os vãos mais sombrios das areias a oeste-, o que mais tem em qualquer tempo de seca ou aguaceiro, calorão ou friagem, são touceiras espessas de guanxuma. Por mais que o tempo passe e o asfalto recubra a polvadeira vermelha das estradas, transformando tudo em lenda e passado, por mais sujas e secretas as histórias sussurradas pelos bolichos, entre rolos de fumo preto e sacos de feijão, por mais que por vezes o tempo pareça não andar, ou andar depressa demais, quando as antenas de tevê e as parabólicas começam a interferir entre o arco e a torre, exatamente por causa da planta, de dois males jamais sofreu, sofre ou sofrerá o Passo. (...)


E envio a continuidade da brincadeira para:

Beatriz Tavares, Karla Jacobina, Samantha Abreu, Alexandre França e Gean Queiroz

25.10.07

saudosismo

hj fui tomar café na Leiteria Mineira

Torradas petrópolis com Coca-light.

Saudades do tempo em que tomava um Milk-shake de manhã sem culpa e da companhia do papai.

me ví da mesa oposta observando àquela cena antiga e tão boa.

é incrível ter uma manhã assim. faz qq dia melhor!

23.10.07

na real

Depois de tantos anos
Eu ali,
Vendida
Vencida pelo cansaço de não te amar
Me vi novamente envolvida por você.

Diabinhos e anjinhos sopravam estrelas nos ouvidos
E eu ali
No cabo de guerra da razão e do coração
Lutando para não cair em seus braços de novo
Lembrava dos beijos, risadas
Da sua cama
E de quando eu fazia do seu braço travesseiro

Tinha esquecido outras coisas como suas reclamações
Exclamações, dúvidas, interrogações
???

eu ali,
vendida
ocilando entre o cair e o levantar
parada
esperando algum sinal divino que me fizesse enxergar
a tênue linha que por tanto tempo nos deixou um do outro
longe
e o quanto você me irritava às vezes.

must I

Devo anotar tudo que escuto
Fotografar tudo que vejo
E tatuar na pele sentimentos coloridos.

jealous

Tenho ciúme de você
É sinal de que eu gosto,
Mas é só emoção
Porque racionalmente
Por mais que tudo seja ótimo
Não tenho mais idade
Nem estômago para imaginar minha vida ao seu lado por muito tempo

Você perdeu tantas oportunidades
E eu te amei tão mais que uma atração...

Começava a te amar de novo
E sabia que ia cair de novo
De dentro veio a escolha
E eu prefiro que sejamos apenas amigos
Por mais que eu deseje te beijar e me entregar para você
Falta-me coragem.

fade away

amor esfacela-se em papéis guardados nas gavetas cheias de mofo e ácaro
rostos que se apagam em fotografias velhas
restos de lembrança esquecidos

minutos passam
abreviam o tempo
restam sobras de existência asfixiadas
num cubículo em luz elétrica

é como esquecer pedaços de vida num saco de reciclagem que pára em mãos erradas
mãos de ninguém que chegam em lugar nenhum
longe de quem quer esquecer.

Hello! I love U!

Olá, eu te amo
Porquê você não diz seu nome?
Não fala seu nome nesse jardim de margaridas
Para que elas sorriam
Enquanto a chuva não vem?

Chega perto
E me diz seu nome
No banco da praça
Para enquanto fumamos um cigarro gargalharmos?

As lágrimas do passar de alguns anos
No cotovelo são absolutamente normais
No azul amarelo do céu tranqüilo
Cores moles eletrificadas do céu

Sorrir até que a boca salive
Beijos de açúcar queimado
Escorrem pela garganta até matar a sede.

Abraços sóbrios envolvidos por sangue bêbado de euforia

[bom te ver assim]

me canta o seu nome
para aos pés do altar
agradecer as nuvens
que desgastam sentires de sereno

retina mergulhada
na piscina castanha
dos seus olhos

te ver
prender
e saber seu nome desde o início de todo fingimento

eu já devia conhecer o seu nome
e devia ser “pra sempre”
Framboesas multicoloridas no frasco perfumado dos teus olhos
Frágil passatempo
Nos teus pêlos pernas brinco
Pelo jeito,
Sonho

[Desejo-te]

dormindo sem medo da cuca
da vida
do amor que chega

paixão com saudade
gosto que invade pedaços
de favo de mel

creme de leite, bolo de crocante, medo, ilusão

tens medo do amor
eu já tive,
agora
só de te encontrar em outra esquina

respiração forte
não mais te beijar agora
morte.

Clara Averbuck ( Como vc é PERFEITA!!!!)

love minus zero

tinha que ser daquele jeito pra ser assim.
falling hard through the lines.
acreditando sem acreditar que acredito,
porque digo sempre:
foda-se o que eu digo sempre.
nada mais sei sobre porra nenhuma.

as certezas sempre foram suicidas.
só sei que preciso,
e que meu deus,
como preciso.


... ela diz sempre o que eu preciso dizer. sempre o que eu quero sentir. sempre o que eu não sei expressar sem ser prolixa e/ou catártica demais...

...simplesmente perfeita como Tom Waits.

18.10.07

+ Alice Ruiz

lembra o tempo
que você sentia
e sentir
era a forma mais sábia
de saber
e você nem sabia?

Então é você (Estrela Ruiz Leminski e Alice Ruiz)

Então é você
que bem antes de mim
diz o que eu queria dizer
tão bem quanto eu diria.

E quem diria?
ainda melhor
Acho que teu nome é poesia
e por isso todos te chamam

Então é você
tua simples presença
preenche a minha existência
me faz ver o que eu não via.

E quem diria?
ainda melhor
Acho que teu nome é vida
e por isso todos te querem
Então é você
que quando fala
instala a compreensão
de tudo que eu seria.

E quem diria?
Ainda melhor

Acho que teu nome é amor
e por isso todos te amam

E quando todos te chamam
quem sou eu pra não chamar?

E quando todos te querem
quem sou eu pra não querer?

E porque todos te amam
“eu sei que vou te amar"

Aquela noite

Aquela noite tive sonhos com dor de estômago.Líquidos gástricos, bílis, nacos de carne eferveciam na xícara de café da manhã seguinte.As pálpebras recusavam-se a fechar e os sonhos guardados insistemente espatifavam-se na falta de sono.
Eu era um ovo louco para sair da panela-cama-colchão, mas de um lado para o outro eu fritava.A vontade de não olhar para nada. De não ver. Fechar os olhos. Não olhar. Queria o meu não olhar em ação. Queria relaxar em coloridos bobos, sonhos de princesa e ursinhos de pelúcia.O resto era muito cruel. O frio branco das paredes. O desconforto do rolar na cama... Tudo maldade demais...Queria que a dor da alma parasse. Qu e saísse do nível físico de um desgaste sobrevivente no esgoto do espírito. A elite dos sistemas do corpo incomodava.Os olhos, à espreita.Eu? Acordada.Nada se chama mais sonho.Eu? Desiludida.Agora já é manhã.Passei a madrugada na plena e seca falta de anoitecer

aquela tarde

Não sei se por causa do sol que insistia em brincar de esconde-esconde ou se por culpa da insônia que madrugou durante a noite...
A sensação que ela tinha era de andar esbarrando em fantasmas pelas calçadas. Poderia ser incerta também a miopia.
A verdade é que enxergava vultos e eles insistiam em empurra-la. Ela tinha ombros doloridos por embalar-se torta no sofá. Tinha perdido o direito à majestade cama por causa das visitas e o sono intranqüilo amargurava os já encarquilhados ossos.
Culpa talvez da saudade.
Ela não era nova, nem velha. Alta nem baixa. Feia nem bonita. Magra nem gorda. Não afetava a ditadura da beleza vigente. Era na média. Era normal. Comum.
Há alguns dias por não aguentar mais brigar com o rosto cansado no espelho tinha cortado bem curtos cabelos.
O homem que invadira subitamente seu coração no fim de semana anterior estava de férias e naquele momento em algum lugar desconhecido acima da linha do equador.
A vontade de comer chocolates, a carência, a saudade deixavam-na a cada pensar mais histérica e com gritos mais abafados.
A ansiedade despertava a fome da "pequena suja". O medo do retorno dele sem ele no coração era mais metafísico do que a vontade de reabastecer a serotonina naquele cérebro feminino, sensível, tolo, idiota.
O coração em sobressalto, os fantasmas...
Ela esbarrava em vultos naquela tarde com suas sandálias quadriculadas vermelho sangue.
Talvez ele não a reconhecesse sem cabelos na nuca.

aquela manhã

não provocava dor aquele ponto vermelho no coração. era azul a cor do órgão vital que batia no ritmo da nona (de Beethoven) quando se via triste. esmaecido, desbotado. um certo tom sem sintonia. só desilusão.

tudo começou num certo dia de céu lilás. ela abriu os olhos, fitou a janela... quis abrir as cortinas para que o sol secasse os lençóis frios por causa do ar condicionado que ela esquecera ligado durante a noite. sozinho. ela tinha levado a alma para passear na madrugada.

ela não estava lá naquela manhã que teria sido uma manhã comum. teria sido comum se a rotina permanecesse. os olhos ainda fechados, o caminha para a banehiro, o banho, o escovar de dentes... todo aquele mundo de coisas que fazia todos os dias. se ela tivesse mantido a rotina.

há tempos havia esquecido quem era e no escuro perambulava sem pensar. pelo quarto nos gestos, na cor da maquiagem... não pensava. na textura macia das roupas... não. não pensava. todo dia era uma falta de inspiração. tudo mecânico. dia após dia o cuidado inconsciente de ser invisível.só que naquela manhã... o diferente aconteceu. ela abriu as cortinas, trocou de sabonete, pintou os olhos, passou blush e colocou um vestido florido. fez limpeza na bolsa. trocou de bolsa.... hipnotisada pelos raios do sol olhou-se no espelho antes de sair. tudo se fez novidade.

naquela manhã de abril caminhou até o trabalho. observou as árvores, os buracos na calçada, o layout dos prédios. sentiu o perfume de seus próprios cabelos e se disse flor. sentiu as chicotadas dos cabelos com o vento em suas bochechas. ela reaprendeu a respirar naquela manhã que teria sido, comum.... seu coração pulsava em ritmos variados e recém descobertos. ela estava em sintonia com ela mesma e com o coração dos transeuntes que atravessavam os mesmos sinais.ela sentiu fome. há muito seu estômago não bradava tão fortemente por comida. ela lembrou-se que desde os cinco anos não sentia aquela incontrolável vontade por uma comida simples feita com cuidado.há anos seu paladar resumia-seem comida congelada mal requentada. o que resumindo, resultava em almoços e jantares meio quentes, meio gelo. ela não se importava....

há muito não sabia. não sentia. não se via. tinha esquecido suas vontades, seus gostos...
ela não tinha costume de tomar café de manhã e ela estava com fome naquela hora. ainda nem era de tarde.ela se pôs a lembrar de Paris. Pain ou chocolat, tarte tatin, croissants, fromages...
ela nem lembrava dos nomes das comidas, mas ela não sabia falar francês. nunca tinha ido à França; ou será que tinha?

... diante de tantas descobertas ela lembrou-se que tinha levado a alma para passear de madrugada. ela lembrou-se que durante o passeio tinha cruzado com várias amigas. ela assustou-se. será que a alma dela tinha ido parar em outro corpo e a que estava com ela não era a dela? não era ela; ou teria sido um dia?

... ela então parou.

... desistiu daquele dia de trabalho. ligou e inventou uma desculpa para o chefe

.... chegou em casa. a sensação de liberdade continuava, mas... tudo era ainda muito estranho.o coração tocava uma música diferente. não era mais a nona, nem a décima, nem axé, nem punk, nem rock n´roll. não era emo. não era mpb. não era nada do que ela se lembrava de conhecer. nunca. ela nunca tinha ouvido aquele ritmo.aquelas palavras desencontradas numa voz grave de mulher. Believe. after. life. love.o que seria aquilo?

... resolveu pesquisar.
...ligou a tv.
o controle sem pilhas.

12.10.07

completely cyborg...

8.10.07

andaimes, mosaicos
mecanismos de obra
poesia solta na cidade
ferramentas pelas janelas

ouvidos atentos
gargantas guardam ilusões
textos e trechos de vida

arquitetos projetam a fachada dos prédios
e o interior dos consultórios médicos
tudo impossibilidade

medo colorido na cidade
cheiro de tinta
absorve o calor soprado nas calçadas
tijolos vermelhos de enjôo

faz frio, muito frio
nesses lábios e esquinas.

Pedro Lage

"o fim do sim
que jaz em mim"

boredom

era tarde e eu dormia num suspiro
a festa estava chata
e eu sem querer encontrar pessoas
faz-se difícil
o ofício
de acordar antes
de você
adormecer

entre lágrimas
e folhas de papel
desenho castelos de areia
em pensamento

vejo seus olhos abertos
e os meus não fecham mais

dividem entre nuvens
e soluços secos
idéias

fácil ócio
a te enxergar tão longe, amor.

garrafas vazias

vazio como garrafas
jaz um coração
anseia por descobertas
o que vê
são máquinas e pessoas

[robôs]

cyborgs não aprenderam
a dizer oi
pessoas manufaturadas
não sabem que para dizer oi
é preciso antes ter dito
adeus

por um pouquinho de amor
caminho descalça e
sem chapéu
até o fim do mundo, se preciso

não entendo de computadores,
máquinas
nem pessoas

é difícil viver neste mundo de engrenagens,
parafusos
e relógios

morrerei antes de você.

26.9.07

After the storm

The storm (Before)

Para os Gatos de Mirikitani

parece que falta um pedaço de mim
a alma separou-se do corpo, mas está em mim
eu sou a alma
e não tenho corpo
caminho a passos largos pelo caminho
flutuoo pensando em tudo e nada ao mesmo tempo
um tapete voando sob meus pés

olho para frente
não enxergo o outro
a paisagem
ninguém...

só aqueles gatos desenhados na paisagem

tenho olhos para dentro de mim
e da minha forma de viver a arte
de vivenciar certas coisas e dores

tenho olhos para o tormento e calmaria
para ebulição, descobertas e lágrimas.

u r meant for me

você foi feito para mim
eu para você
e apesar de termos descoberto
que somos a fórmula perfeita
não conseguimos nos misturar
é como se não houvesse amanhã
e como se o despertar fosse menos que obrigação

é como se o acordar fosse algo inalcançavel
uma tarefa difícil de executar

e a noite fosse o alívio
de uma anestesia profunda, eterna e incurável


*depois do Cenáculo
incursões no sub-consciente organizam incisões antagônicas

bisturi desamolado na cegueira da humanidade

poucos enxergam o nascer do dia

in the sky

lucy com os diamantes
pássaros cantam
e amanhece

amanhece
acordei pronta para o novo. o desconhecido que a mim e todos alcança. os desconhecido que chega na hora mais improvável da espera.

acordei triste. sozinha. segura. forte. certa do absurdo. do improvável...

o choro preso que ainda me incomoda por dentro. a dor tão grande que dá medo de sacudir e piorar.

a falta de porquês entre nós me guia por um caminho confuso e sem volta.
perdi o chão e estou flutuando nuvens negras de algodão.

sou tod chuva. tempo nublado. dor.

sou toda nada
cheia desse vazio estranho
de saber-te distante

aguardo ansiosamente a sua volta
mesmo que não seja para meus braços.

25.9.07

sombras elétricas

paixão esconde
fragmentos

a vida é
cinematográfica

20.9.07

Para entender A CARTA (2)

Para entender A CARTA

A carta (parte 2)

o que eu tenho a dizer é simples:
eu já tava preparada pro fracasso, já sabia que a resposta era não e que você tinha preferido ela. isso, "quase não dói".

como eu te disse: ficasossegado, tá tudo bem, mas por outro lado; você levar ela pra lá e esfregar ela na minha cara na frente dos meus amigos?
não foi legal
e isso
doeu prá C#$%*!¨*!!!!!

sabe, você foi lá prá resolver as coisas que não precisavam ser resolvidas e se protegeu.
tudo bem em você se proteger.
você estava certo em se proteger.
todo mundo se protege, menos eu.
eu sempre me jogo da ponte mais alta e não tô nem aí prá isso.
eu já me machuquei tanto que acho ótimo mais uma cicatriz.
eu tô cansada de me apaixonar e não dar em nada e pedir carinho... "quase não dói".

o que doeu foi minha cara de palhaça!

se você quiser, nós podemos ser amigos sim, aliás, já somos amigos e isso ninguém pode tirar de nós por mais que tentem.

ainda bem que ninguém levou máquina pra fotografar e filmar a minha cara de babaca! e ninguém filmou a coisa mais humilhante que uma pessoa pode dizer sobre o amor
sobre o amor ser uma coisa humilhante, a coisa mais humilhante do mundo.
se tivessem filmado, fotografado, aí sim eu ia querer sumir do mapa
se alguém tivesse filmado a minha cara de idiota!
ainda bem que ninguém registrou a minha cara de idiota, coisa mais ridícula!

eu sabia que ontem não era o meu dia, o nosso dia. eu sabia, eu tava sentindo, tudo muito esquisito e já sabia da sua decisão,
mas pqp(!!!!)...

a cena não pára de piscar na minha frente
tá foda porque até minhas lágrimas secaram
as maõs dadas "pró forma"...
eu via nos seus olhos que você não estava feliz e queria estar do meu lado, talvez
e me dizer um monte de coisas
eu lá segurando a onda...

beber além do necessário era preciso na imprecisão do seu beijo,
no afastar das nossas almas,
minha cara de idiota no meu papel de idiota
bêbada, louca
pano de chão

eu estava lá
e enfrentei até certo ponto

depois...

fugi,sumi,
lembrei, voltei
enlouqieci
me anestesiei
senti...

pensei: morri por uma noite e alguns dias.

estou bem. amigos espero. doendo demais. não precisava a cena que pisca na minha cabeça. eu entendi e senti tudo errado no fim do começo.

ninguém tem culpa. eu, você, ela, a cerveja, as mãos dadas... ninguém tem culpa!!!

aliás, existem sim culpados.

*meus pés que caminham a passos errados no coração dos outros
e
*o trem que nos deixou na estação
meia hora antes
do combinado.


A carta

uma da manhã e eu ainda não peguei o trem da meia noite
tom waits bate na minha janela para me apressar
estou atrasada
e mais uma vez
invisível

eu atropelo a sua fala com meu caminhão de eixo duplo
ainda bem que eu esmaguei as palavras e elas ficaram presas em sua boca

o não eu já tinha nos seus olhos
por mais que o seu coração quisesse me dizer sim
e sua mente me dar explicações

ainda bem que eue freiei suas palavras e não deixei elas soltas reverberando no espaço em direção aos meus ouvidos.

-você é linda, mas não tenho coragem de andar para frente. muitas súvidas na minha cabeça e a vontade de te dar um beijo é enorme, mas ela tá vindo pra cá e eu não queria que você ficasse chateada comigo porque eu gosto muito de você e acho que a gente podia ser amigo.
por mais que eu esteja apaixonado por você eu não posso, não consigo.

não era isso que você ia dizer?

you

você podia ter feito tudo
menos o que você fez
e eu sei qe foi sem querer
que você não queria fazer o que fez,
mas fez
e na verdade, você podia ter feito tudo
somente não devia,
mas fez e foi como quebrar todos os meus dentes de uma só vez
o soco doeu e depois ficou tudo anestesiado
e parece que eu já esqueci

só que às vezes
a cena isca intermitente

você de mãos dadas com ela
você de mãos dadas com ela
você, ela
mãos dadas
maõsdadas
você de mãos dadas com ela
elaevocêdemãosdadas

é proibido

falar de amor
e de sentimento
e da gente
e de qualquer outra coisa que envolva sentimento

isso tudo aconteceu por causa da minha necessidade de debater exaustivamente nossas descobertas e decepções

homem não gosta de falar e eu acabei naufragando nas minhas próprias palavras.

medo

é o medo de uma praia sem areia que me leva até você e me afasta como um imã de mim mesma e dessa praia azul do amor
... de amor
sim, a praia do meu coração está cheia de amor pra te dar
cheia de amor pra te amar
no mar de vontades guardads com beijos de onda e pés firmes no chão

braços livres prá te tocar e sentir
você molhado de pôr-do-sol nos meus braços
entre abraços no meu colo feito mágica
eu
vento enxugando a sua pele
pronta para te esquentar
toalha

antes que a lua grite no céu
e nos percebamos mortos.

Tom Bloch

"eu encontrei o amor
e foi como quebrar os dentes"

merda!!!

merda merda merda merda merda merda merda merda merda merda merda
merda merda merda merda merda merda merda merda merda merda
merda merda merda merda merda merda merda merda merda
merda merda merda merda merda merda merda merda
merda merda merda merda merda merda merda
merda merda merda merda merda merda
merda merda merda merda merda
merda merda merda merda
merda merda merda
merda merda
merda
merda
merda

... merda merda merda merda merda merda merda merda merda merda merda

Frágil

às vezes eu quebro



A CARA!

18.9.07

hoje estou feliz, pois tá aparentemente tudo fora do lugar.

17.9.07

e pensar que estava tudo tão leve
simples
perfeitamente no lugar
arrumadinho,
limpo, feliz...

a janela aberta,
vasos de flor na sacada
crianças sorriam pela casa
adultos se abraçavam
a televisão estava sem som
o rádio tocava uma música de fundo
tudo bom,
perfeito...

minhas borboletas se aquietam no caos

a fonte secou

do coração
escorrem lágrimas
e sangue

vontade de escrever
palavras que não tenho
para dizer
que a tristeza
existe
é triste,
demora
mas passa.

------------------------

para mim ainda é difícil conviver o medo
será que sou tão assustadora assim?
acho que não
achava que não,
mas devo ser um monstro!
----------------------------------
medo.com.de.mim

14.9.07

Gtalk

conversas sérias e incertas na madrugada
o desnudar do pensamento pelo computador
escrevendo palavras, sentimentos,
abrindo o peito, mostrando a alma

o digitar das teclas acontece na velocidade
do coração que rápido está prestes a explodir

barulho que assemelha-se
à pronúncia dos sussurros
da voz da sua respiração ofegante no meu ouvido
parece que sinto você aqui ao meu lado

quando a gente tenta desligar é como se eu imã não permitisse
a hora está adiantada
a madrugada se aprofunda
os minutos passam
amanhã é outro dia

beijos escritos não assemelham-se a beijos beijados,
sinto sua boca perto da minha
a tela do computador são seus olhos
te vejo pelo teclado
o barulho é sua voz
preciso dormir
quero sonhar abraçada com você
mais um beijo, mais tempo que passa, mais vontade que chega
mais, mais, mais...
bjo, bjos, bjox
vamos tentar desligar o Gtalk
no 3

1, 2, 3

...

conseguimos!
fica a saudade
a vontade
o sono vai embora
penso, penso, penso
em você

13.9.07

Para você

é como uma foto daquele namoro que acabou sem arco-íris
rasgada na metade

o prenúncio da chuva e você sem proteção

o chão coberto de cacos
e você descalça
sem escapatória
a cortar os pés

uma foto rasgada
o namoro que acabou
sem saída
o sangue que escorre dos pés
a dor de continuar caminhando
o medo sem raios de sol
as estrelas que gritam
o olhar perdido
a impossibilidade de juntar as metades da foto...

o saber que a fita durex está lá e você pode cortar um pedaço
e depois da raiva passada
desejar colar o retrato transformando novamente 2 em 1

só que você também sabe sobre as coisas quebradas
você sabe que elas nunca voltam ao normal depois do conserto
é tudo um paliativo ao seu apego,
mas na verdade, nada adianta
porque mesmo que alguma coisa mude
sempre existirá o remendo
aquele remendo bem no meio do retrato

os olhos percebem,
o coração sente
a mente pensa
naquele pedaço de fita durex no lugar certo para sua saudade
no lugar errado para o seu orgulho,
seu amor

velhos amores apagam-se em fotografias rasgadas
novos amores acordam quando no minuto de silêncio da conversa
um absorve o ar do outro

é a respiração ofegante,
o coração acelerado antes do primeiro beijo
a foto nova no porta retrato
a outra no fundo da gaveta
uma taça de vinho na cabeceira
novos cheiros,
sorrisos
e uma vontade louca de cruzar o horizonte
com rodopios de balé.

Para Bia Norek

antes eu achava que depois do sol vinha a lua
porque a vida era o dia, a noite, o certo, o errado, o preto no branco
o início e fim sem recheio

precisei ouvir a voz de uma menina poeta
para começar a pensar em bombas de chocolate
e descobrir que o meio é a melhor parte,
pois entre a primeira e última mordidas
acontece tanta coisa...

a gente pode olhar para lado e encontrar o amor de nossa vida
ou ir caminhar e ralar os joelhos
cair da bicicleta e levantar sorrindo
ou ganhar um presente e chorar

comer pão de queijo no café, almoço e jantar
ou fazer refeições balanceadas para equilibrar o peso

a gente pode tanta coisa...
é só entender que o dia não acaba quando o sol se põe
antes da lua,
vem o vento.

sinto o cheiro de flores mortas

velhas e sem querer adjetivar demais as idéias
não consigo respirar trancafiada neste ônibus gélido com cheiro de horror
loque eu que agora pensava em vida
agora sinto medo de morrer
pessoas tossem
incomoda-me ouví-las tossindo
egoísmo sim, pode ser
eu quando tusoo penso que falam mal também de mim
tossir é muito feio
a tosse incomoda
o cheiro de flor já passou,
levou o medo com ele...
traqnuila volto a pensar em você e em toda coisa boa
que esse pensar traz.

05/09/2007

sempre olhei para os lados pra te procurar na mão contrária da rua que eu atravessava
angustiava-me pensar estar precisando de óculos, lentes de contato por não te ver
olhava para as esquinas, dentro dos carros e ônibus, calçadas, mesas de bar, shoppings, vitrines e nada...
derrotista que sou
tinha desistido
e num beco
te achei

caracóis

os caracóis da lua
iluminam delicadamente
as curvas da cidade escura

os carros com faróis baixos ultrapassam os sinais sem medir o risco
a velocidade das palavras numa briga é cruel
e todo mundo sabe que machuca
como um carro que entra por baixo de um ônibus
o recado dado, a violência, os ataques gratúitos, os gritos, a melhor argumentação, o dedo na cara, a hora da raiva

o mar, a areia, os passos, paredes, o conforto...

não importam

os caracóis da lua
iluminam delicadamente
as curvas da cidade escura

sorry

você foi muito delicado em me pedir desculpas
você foi até delicado demais
[demasiadamente delicado]

delicado por sem palavras
dizer que nunca fui digna de ser sua namorada

eu te respondo com todas as letras então
se ela é, é porque merece!
o rosto que sente o tapa
o rosto que sente a dor
rosto que sabe
o que é
o amor

essa vida sem você

tá difícil de viver
acordar e dormir todas as noites
sem esquecer o que devia lembrar
sabendo que aqui ou lá
em nenhum lugar
você está

em quarteirão nenhum
apartamento algum
no meu sofá
na minha cama
na sua casa...

tão longe essa sua presença...

eu a cada dia mais
sozinha

é proibido sonhar, mas

sem sonhar prefiro morrer sozinha num quarto escuro
e que me encontrem podre, fétida cheirando a gás as 3 da manhã de um dia festivo.
prefiro que esqueçam minhas fotos alegres e joguem no lixo meus poemas, sorrisos, gritinhos de susto e unhas mal feitas.

sem sonhar não vivo
sem viver
não morro
sem sonhar
insisto
não sou!

vocÊ desaprendeu

e eu nunca soube

você desistiu
e eu ainda tento

você sabe o quanto nos fazemos bem,
mas justifica sua incapacidade
nas minhas atitudes

eu não vou mudar
nem você
você não vai me mudar
e nem eu vou mudar você

então, por mais que eu queira esperar que o tempo mude
será sempre inverno
[entre nós]

de um beijo sem saída

sobraram marcas da fuga

lábios rachados, quadros no chão, copos trincados

a música ao longe
não lembra?
aquele rock - fundo musical das nossas conversas calmas
nosso blues - na hora do amor
o punk rock dos descontroles

não lembra?

todas as músicas, assim como os momentos, viraram uma coisa só:
AUSÊNCIA

é tudo tudo, e nada e tudo e todos os nadas
com a sua ausência
tudo é nada
sem você aqui
os travesseiros continuam no mesmo lugar
na fuga, fiquei surda
não escuto mais nada
não venha me falar agora
dos acordes desencontrados de sentimentos que não exitem
e nem das frases desconexas de seus gritos
sem nenhum sentido
de um beijo sem saída sobraram marcas da fuga
cicatrizo o dia em que acordei numa banheira de flores mortas
o cheiro era tão vermelho que até esqueci da podridão vazia de seu medo
seu medo vazio depositado em minhas expectativas
ali
me vi es
quar
te
ja
da


desci as escadas


no hospital não tinham linha cirúrgica
dormi cheia de marcas

recaída

pq ainda sofro por você se foi tão rápido, ríspido, rasteiro...

se a profundidade da entrega me trouxe para a margem depois do afogamento

pq ainda sofro por você
se o céu continua a zul mesmo quando chove
e as luzes se acendem no entardecer

pq ainda dói você quando penso?

no meu estômago
você está doendo, doendo, doendo...
doendo demais
e eu quero gritar.

tetrapak

o mundo se parece
com caixinhas de leite longa-vida
retangulares e perfeitas

embalagem inodora,
plastificada
de papelão

cores suaves, um bom design
falsas certas pinturas...

[brilho e ardência]

sinto falta das fotos de crianças desaparecidas
na lateral
e das promessas de uma vida nova.

o vazio guarda tudo na mesma lata de lixo
o cheiro azedo, o choro, a dor...

[reciclagens obrigatórias!]

cicatrizes, soluços,
aquecimento global,
el ninõ
el ninõ...

menino...
quero você
na minha xícara

love or leave me

deixe ou ame a mulher
que sempre tentei ser

ame ou abandone
numa noite escura e
em seu quarto tranquilo,
ouça o ronronar das madeiras
que coxixam às minhas costas.

deixe-me ser como quero
nesses dias sem amanhã

faça-me muleta, ponta de faca
intransigente, efêmera, fútil,
mulher

útil, inútil, necessária
em suas entranhas escabrosas,
múltiplas, inacessíveis...

ame-me ou deixe-me!

11.9.07

os caracóis da lua
iluminam delicadamente
as curvas da cidade escura

27.8.07

blind

Colher framboesas
Nada se parece
com emaranhadas
teias vermelhas.


Uma mordida no coração
Amareloarroxeado
depois de tanto tapa e desespero.

Como fruta estourada, pisada, deixada
no chão do quarto
sofro em calafrio
congelados ais.

No “zona sul” , é impossível comprar alegrias
só sorvetes, caramelos, bombons de licor.

Na esquina, é usual comprar embriaguez
em botecos sujos
e olhares de luxúria

Sexo,
beijos vazios
nenhum telefonema
no dia seguinte.

Amoras, morangos, framboesas, vermelho, cor de rosa, açúcar, doce, purpurina...

Só no campo
e no seu olhar


[Estamos na cidade cegos!]

Album

Um tapa na cara
Imagem retorcida na penugem quebrada do espelho
no banheiro

Porta sem maçaneta me deixa presa num cubículo
tempo pra pensar

Tudo assim... esse drama infeliz

Velhas fotografias amarelando-se
num jardim sujo de imagens
pensamentos soltos
tempo livre sem você.

Sunset

Àquela noite o sol se pôs nas suas palavras
E o calafrio mando tomou meu corpo
Como pedra de gelo
Bate no dente sensível e dá choque

Um choque de horror e medo
Frustração engolida a golpes secos de saliva

Aspirar o ar solto do cigarro apagado
E ainda assim desejar dormir
Dormir contigo...

alone

Inspiração solitária
Desliza na beira de precipícios
Some deprimida pelo mar

Impossível capturar partículas
Com anzóis, garrafas ou vassouras.

No meio da garganta o choro
Preso
Dói
saudades estranhas
perdidas voltam


pensamento míope de como seria estar ainda
infeliz com você....

calor de outros olhos
some de mim.

21.8.07

Da Carol Bru

Poema Dor-de-cotovelo
Do amor, sobraram apenas cicatrizes
Da música, a nota que desafinou
Os presentes foram guardados no armário
E as fotos, rasgadas
O vinho ainda fechado no canto da cozinha
Mas as lembranças, essas insistem em existir
Enchendo o peito de naftalina e dor
E, agora, todas as canções de amor fazem sentido.

20.8.07

CEP 20.000 - 17 ANOS


17 ANOS DE BALBÚRDIA
TEATRO DO JOCKEY

TERÇA 28 DE AGOSTO DE 2007
20 hs - 6 reais

OPAVIVARÁ - COLÉGIO ANDRÉ MAUROIS - CONTRACAPA - BIA & CIA -
DUDU PERERÊ + IVNY MATOS - DANIEL SOARES - JUJU HOLANDA

CURTA O CURTA - MAURIÇÃO - DADO AMARAL - ROMÃ NEPTUNE
CAROL BRU - ERNESTO SENA - NIL - PEDRO ROCHA - PEDRO LAGE


MC CHACAL

17.8.07

404 - Bruna Beber

o
amor
é
uma
busca
que
não
cabe
no
Google.

http://vertigo.blog-br.com/

Já faz muito tempo que navego entre a tristeza e a arrogância de não precisar.
Já faz muito tempo que penso que me convenci que você não faz falta.
Já faz muito tempo que me convenço que é assim mesmo.
Já faz muito tempo que notei que já fiz isso com quem não merecia.
Já faz muito tempo que resolvi que não ia sofrer.
Já faz muito tempo que não devia pensar mais em você, de jeito algum.
Já faz muito tempo que você falou comigo pela última vez.
Já faz muito tempo que entendi que uma amizade não resiste a uma nova vida.
Já faz muito tempo que descobri que antônimo de amor não é ódio, mas indiferença.
Faz apenas 24 horas que vi que tudo acabou.

------------------------------------------------

Simplesmente TUDOOOOOOOOOOOO!!!!

Chacal

"a vida é um cabaré animada por uma erupção do vesúvio."

16.8.07

http://blog.myspace.com/demetrimartin


Para pensar. Rir. Chorar de rir. Entender. Repensar.


Enfim...


Exercitar a mente e fazer ginástica visual.


Eu, particularmente... adorei essa!

Parado ® xal

Inverno da dor
Que dá em mim

Inverso
Que pára aqui

Asfixia nervosa
Nervos rebeldes
Euforia
Gritos
Fim.

Péssima!

Me questiono péssima
No ônibus
Meus cabelos desgrenhados
Aparência péssima!
Olheiras fundas

Doce. Doce. Doce. Diz o cérebro.
Péssimo!
Não vou comer doce
Seria péssimo engordar por você.
10 paçocas por favor.
Doce!doce!doce!
Péssimo.
Estou péssima
E você não está aqui.

Heart

Não devia ser assim. Meu coração é um retardado mental e sempre bate em sintonia inversa. É um mal formado geneticamente que bate em círculos e bombeia um carrossel de amores de uma vez.

Basta um sorriso.

Pain

É uma dor de chocalho
Chacoalha, treme, estremece
Desafina.

Faz barulho
Desatina

Me perco
Dói demais.

Dry

A torneira está fechada
nos meus olhos
o coração se encharca
de lágrimas
é um chorar efeito microondas
de dentro para fora

por mais que eu tente liberar a cachoeira
ela não molha meu rosto,
não me limpa,
não me lava,
não me liberta.

Faz pouco tempo que me apaixonei
E pouco tempo para descobrir que era bobagem
Agora, tanto tempo para esquecer o amor para trás
E quanto tempo pra encontrar um novo foco.

Novos olhos para amar
Nova pele pra sentir
Novas mãos pra enlaçar
Novo mundo a descobrir
Velho jeito de sofrer
Outros dias para chorar.

15.8.07

como um gozo à esmo
vontade que nunca sai
acaso que se esvazia

[EM MIM]

receptáculos cheios de si.

=p

todo novo
tudo de novo

falta que habita meu coração

Ser

Ser elogio num quarto tranqüilo

Ser despropósito numa infância infeliz

Ser abstêmia num mar de cerveja

Ser mulher acima de tudo.

olha o momento!!!

Aqui e dentro do mar
De ponta cabeça, outra cabeça...

Outras versões, novos versos

-versatilidade-

nova e pulsante paisagem

outro ângulo
novas planícies
novos tempos
outras passagens

de um momento que agora
não e sim
em tudo
explica aqui
o que passou.

Para Você...

Meu coração abriga sentimentos múltiplos.
Minha canção obriga que a minha fala se solte quando ritmos estão em sintonia.
Uma vontade intrínseca de dançar em volta de um sofá vermelho.

Entendo todos os medos, não quereres, idiossincrasias, faltas, quereres escondidos e justificativas.

Arrisco-me às conseqüências e vivo me jogando de abismos.
Às vezes me salvo, em outras, me perco...
Muitas vezes vôo pássaro.
Em outras me espatifo borboleta. Sempre espero.
Nunca posso explicar as vertigens da vida.
Meras conseqüências...

Meus sentimentos são rebeldes e não se permitem ficar guardados na gaiola da língua e nem na clausura do cérebro. Daí, minha necessidade de expressão exacerbada que às vezes, inconveniente assusta e acelera incompreensões.

Percebi muitas coisas nesses tempo e vejo que preciso digerir.
Gostares muitas vezes impossíveis.
Entendo, portanto: impossibilidades.

Sempre soube que o problema do amor é de cada um até se tornar solução de dois.
Sempre tive vontade de saber deixar rolar antes de acordar envolvida por teias –apaixonada.

Culpa que não é de ninguém, ou alías, é sim, MINHA: da minha carência, fraqueza, da minha fragilidade.

Só não quero que tenhas medo de mim. Se isso acontecer, ficarei mal.

Momentos passam. Sensações ficam.

14.8.07

Por Aí - Cazuza

Se você me encontrar assim
Meio distante
Torcendo cacho
Roendo a mão
É que eu tô pensando
Num lugar melhor
Ou eu tô amando

E isso é bem pior, é
Se você me encontrar
Rodando pela casa
Fumando filtro
Roendo a mão
É que eu não tô sonhando

Eu tenho um plano

Que eu não sei achar
Ou eu tô ligado
E o papel, e o papel
E o papel pra acabar

Se você me encontrar
Num bar, desatinado
Falando alto coisas cruéis
E que eu tô querendo

Um cantinho ali
Ou então descolando
Alguém pra ir dormir

Mas se eu tiver nos olhos
Uma luz bonita
Fica comigo
E me faz feliz

É que eu tô sozinho
Há tanto tempo

Que eu me esqueci
O que é verdade
E o que é mentira em volta de mim
"Se a tua vida sempre foi assim como uma linha reta
Se você sempre fez amor com a pessoa certa
Se você só tomou um gole de gim
e nunca bebeu a garrafa até o fim
Você nunca vai saber o que é o Blues"

(Renato Fernandes)

Sobre amor e mãos frias -Clarah Averbuck

Da última vez que nos vimos, ele broxou. Íamos dançar na sala, na frente do sofá vermelho, ouvindo já nem lembro mais o quê. Mas não dançamos. Minhas mãos estavam geladas assim como hoje e, quando deitamos, eu não quis abraçá-lo, quer dizer, não quis tocá-lo, não quis tocar nem suas costas com as mãos geladas. Foram uns abraços meio estranhos, sem mãos, aqueles. Faz tanto tempo. Nunca mais nos vimos. E eu nunca o esqueci. Naquela época eu ainda não sabia que ele era o único homem que eu havia amado. E até hoje é. Eu não sabia como saber isso. Aprendi num filme besta, desses que você vê quando não quer pensar. Amor é quando você quer dar tudo o que tem. O resto, paixão, tesão, posse, o resto que todo mundo confunde com amor é quando a gente quer devorar e consumir o objeto em questão. Eu dei tudo pra ele. Ele não quis e jogou descarga abaixo. Continuo a vida, consumindo quem passa pelo meu caminho. E as minhas mãos estão geladas como no dia que ele broxou e eu não quis tocá-lo. Nenhum calor. Uma tarde de inverno sem sol. Se eu apenas soubesse que era amor.

Sessão[Tem coisas que a gente não perde:]

COSTUME

eu devo ter sido bruxa
em outras vidas,
pois até hoje eu
ando assustando
as pessoas por aí...


só que antigamente pelo menos, eu poderia fugir voando numa vassoura.

10.8.07

As coisas tinham para nós uma desutilidade poética.

Nos fundos do quintal era muito riquíssimo o nosso dessaber.

A gente inventou um truque pra fabricar brinquedos com palavras.

(BARROS, Manoel de. Livro sobre nada. Rio de Janeiro: Record, 1996. P. 11. (Destaques meus)

6.8.07

Devia ser proibido

devia ser proibido
uma saudade tão má
de uma pessoa tão boa
falar, gritar, reclamar
se a nossa voz não ecoa
dizer não vou mais voltar
sumir pelo mundo afora
alguém com tudo pra dar tirar o seu corpo fora
devia ser proibido estar
do lado de cá
enquanto a lembrança voa
reviver, ter que lembrar
e calar por mais que doa
chorar, não mais respirar
(ar)
dizer adeus, ir embora
você partir e ficar
pra outra vida, outra hora
devia ser proibido...

(Itamar Assumpção e Alice Ruiz)

Alice Ruiz

"tem os que passam
e tudo se passa
com passos já passados

tem os que partem
da pedra ao vidro
deixam tudo partido

e tem, ainda bem,os que deixam
a vaga impressãode ter ficado"

Retorno

"Teu corpo seja brasa
e o meu a casa
que se consome no fogo

Um incêndio basta
pra consumar esse jogo
uma fogueira chega
pra eu brincar de novo."

Alice Ruiz

2.8.07

éfe-se!

frívola, fácil, fútil
fatalidade de fugir
da forte fonte
fastigada na fogueira
dividida em soluços de fagulha e fogo.

Beijos, delírios, poemas, canções

um amor de repente
faz de conta que o coração aqueceu

sensação diferente lentamente mergulha no edredom da cama
dorme de meias,
cansada.

um amor como a gente
água e vinho num copo de luz

[corpo uno]

saberes e escolhas azuis
veias, ventrículos, bolhas
palpitações de um casal contente
que em uma noite
na espuma de um chopp
se afogou.

Do Worry

É, a gente se preocupa e não sabe
que o gesto é assim uma escolha do pensamento
que vadio em finas flores trai a paisagem.

Estar sem saída de quereres férteis.

Falsa frugal refeição
“light” de mágoas.

North Pole

mão congelada
falta de agasalho
pés descalços em “brrrrrr´s”
no frio chão da cozinha

Acordei num iceberg
Não tem como escapar.

Peace

era imagem purpurina
brilhando em sonhos
atração de giz
tela de cinema cintilante
rodeando frames de cantar a mais

banquete esmaecido
de imagens no céu da bova
esconde radicais roldanas
de sossego em sua fome

morcegos dormem
marcas da paz.

Como era de se esperar

coração canta baixinho
a canção dos tênis cansados
em ritmo de um blues bem blue
melodia sobe e desce feliz
num chorar cadenciado.

Hoje eu...

Quero um AMOR copo d ´água
que mate a minha SEDE lilás

30.7.07

a quem interessar possa:

... ainda não consegui decifrar sinais de fumaça na neblina.

Acabei de ganhar O POEMA!!!!

p/ Juju Hollanda

Tem algo nesses olhinhos que é inquietação e angústia
e os olhos brilham, doces, serenos, quase inocentes
como se a noite fosse uma criança com quem se brinca
Tem algo nesses olhinhos que é desejo e fúria
e tem um quê de amor e calma
Tem brilho que é luz refletida das ruas,
e tem toda a luz que emana da alma.

Tem algo nesse sorriso que é pureza e doçura
e o riso se expande numa gargalhada
como se fosse espanto a madrugada!
Tem um rir que é de histeria e medo
Tem algo que é um leve abandono
Há um riso que ri de si mesmo
e os sorrisos que vagam sem dono...

Tem algo nesses versos que é noite sem fim
que se acua sem saída em becos escuros
Mas há sempre, nesses versos, uma luz que raia
Tem sempre algo que amanhece
pés descalços na areia da praia...

Bia Tavares

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G-zuz! A Bia acertou em cheio. A Bia me deu O PRESENTE! A Bia é Fada! a Bia é F**A!
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Maldade...muita maldade...


29.7.07

era para ser diferente de sempre
e foi

já tinha passado tanto tempo
e eu não sabia mais, mas eu sabia
ele não apareceu na minha vida para passar por ela

alguma hora, o destino iria chamar-nos para uma conversa
colocaria as cartas na mesa
e nos empurraria para o jogo.

depois de um beijo

horas de beijos latejantes
aventura tatuada na pele
envolvida em fumaças respiradas
e gemidos

vontade ziguezagueia em línguas inquietas
horas em que o tempo parou

naquela rua de pedrinhas irregulares
conversa anda em círculos
possibilidade maluca de cumprir a missão
de uma vida
na esquina com alguém que passa na rua
segurando um guarda-chuva

improvisar em poema
enquanto você me olha

depois...

tentativas furadas
de parar o tempo
bocas ensaiavam o primeiro toque
nada podia dar errado
tudo perfeitamente calculado para ser inesquecível
como o primeiro longínquo e inconfundível olhar...

olhar

primeiro olhar trocado
impossibilidade percebida
num relance
desistência

[novas possíveis probabilidades]

amizade começa no tesão que se esconde

[nada em olhares]

nova visãoo
se escreve em palavras
que não precisam ser ditas.

sabemos da sensação do olhar primeiro
conexão estabelecida
esperar respostas
no que ardeu e passou
depois de semana
mesmo olhar
cruza com o meu
impossibilidade esquecida
resistência desistida
um beijos
passam as horas

27.7.07

Eu acho que ouvi aquela música. Longe tão longe... que parece que é a sua presença junto. Lágrimas me chegam aos olhos. Aperto no coração. Sonho com você naquela música e de repente seu cheiro me entra pelos poros. Parece que você chegou e está aqui ao meu lado. Parece que você está aqui me rodeando como fumaça me rodeando. E eu sonhando com você. Você aqui... e eu sozinha. Você no perto está longe, mas eu te queria agora.
Opoemaéumalinharetacercadadeletrasnolabirintodavida.

Clichê dos não saberes

como saber quem está onde
onde está quem?
se eu aí, você aqui....

às vezes uma música traz você prá perto
outras...
apenas pensamento, lembranças vivas, vermelhas, vorazes consomem meu cérebro preenchendo com sentires nossos cheiros, arrepios, sensações.
hormônios com boa memória reproduzem arrepios com a precisão de cirurgiões plásticos a cortar a carne humana com bisturi.

estou sendo operada sem anestesia.
sinto tudo. sinto tudo. sinto tudo. sinto tudo. sinto!!!!

não estou lá.
você não cá.
ninguém em lugar nenhum.

pensamentos....

o estar perdido
a vontade concentrada
o gosto
o toque, o tanto, o nada do tato

a presença da sua ausência.

know? dunno!

falar da previsibilidade é tão imprevisível quanto a chuva.
quantas gotas vão cair do céu? serão finas, grossas, frias?
ácidas?!!!!

...

não dá pra saber....
assim como é impossível prver quanto beijos serão trocados entre nós no decorrer de nossa vida.

...

não dá, não vai dar para saber se o dia é hoje
se estou atrasada
ou adiantada.

Conversa boa

há meses não virava noites.
há meses dormia tranqüila costurando sonhos. tricotando casacos no lado direito da cama. dormia direto e continuava cansada quando acordava.
era a ausência das mãos geladas e das palavras.
a falta da diversidade de assuntos que se encaixam uns nos outros.
perdidos...
assuntos retidos num certo ponto de cruz como num túnel.

assuntos como a possibilidade diversa de transformar uma simples madrugada em verso.

D.S.

durma em
almofadas coloridas de sonhos.
nossa vida é tão incerta que nem sei o que
esperar. a madrugada é
longa demais para amanhã
SER.

Pare. Atenção. Siga.

Sinais de trânsito fecham as entradas dos portais da noite.

É tudo urgência na instabilidade de se abrir janelas para escapar da asfixia dentro de carros parados.

Não conseguimos chegar a lugar nenhum com luzes vermelhas acesas de solidão.

O frio é o medo que vem verde e tímido quando idéias amarelas percorrem entrelinhas nas fumaças dos cigarros.

A noite é certa e sorte

Os sinais abriram e com eles as portas do abismo.

19.7.07

I love u!

verborragia hemorrágica
magia mágica
trágica comédia de se sofrer a sorte
sentir contido na visão de pétala
margaridas, gérberas, rosas, orquídeas
de um amor que não se explica.

Insônia

mal dormidas ilusões contidas
consumidas alusões acesas
insônia de viver assim...

sendo o que nada peixe
na alcova inexistente
de um abraço que chora.

Miss ya!

alergia cantada em pétalas de verso
coceira na face
disfarce de querer dizer
espirro do que se guarda
linha solta em dissabores orbitais
sistema solar de poemas
represas para reter tempo
água fria escorre aqui
e quente se transforma em lágrima.
E é isso que impera
A espera de você.

isto ou aquilo

Cega tateio esquinas
Talvez vá além do horizonte
Ou
Escorregue na ponte
Caia no rio

Talvez arda pimentas
Ou
Sinta cócegas de chocolate nas gengivas.

Livremente inspirado nas Janelas do Alex Topini

Longe se esvai
Tempo aque aqui fica
E não vai
Tempo que pára no agora
E é tarde
Hora que não chegou.

acróstico

doce pensar em seu
abraço forte, firme
naquilo que desconhecia
intransigente. Longe na
estrada. Fácil sentir gosto de amor quando você está
lá, nem aqui.

frio

manhã ausente
você não está aqui
ainda não acordei
e o sol está vazio demais
para me aquecer...

9.7.07

vai ser um tomento de dias incontáveis voltar à vida normal

no despertar de manhã
seu abraço fará-me falta
sentir meu corpo acordado
na adorável sensação de um arrepio
com gosto de chocolate crocante

o seu puxar dos meus cabelos na medida
a gramatura das suas mãos alisando minha pele
o seu olhar...
o sorriso de lado...
a floresta que arrepiou minha espinha
que em silêncio gritava

vai ser difícil acordar amanhã sem você
tenho facilidade de me acostumar às coisas boas
e querê-las sempre

vou sentir saudade do seu calor de manhã
e das fogueiras que aos beijos apagávamos

vou sentir falta do verão
que nesse inverno cultivamos
e aos suspiros vou acordar
nos próximos dias da sua falta.
poesia que se fez presente
na cama onde lambuzamo-nos de luxúria e vontades
paredes que com segredos escreveram um novo capítulo
de uma história leve
que me leva a não saber o final desse início...

tesão que mostra as garras
e abre portas para outras coisas
a sensação de você em mim
cercada da emoção de alguém olhar
fez do desejo um perigo

é no escalar das montanhas que se encontra o poema
a madrugada se encarrega de despertar desejos
antes inexistentes ou até sem saber, adormecidos

uma dúvida intermitente
a pergunta para a qual se quer sim como resposta
uma vontade de perguntar...

o risco que se corre do sim
é o pé no freio que o coração espera
quando só o não é o que se tem

talvez, o talvez chegue
ou o sim descarado da sua também vontade
guardada de mim em você
ou nada disso
simplesmente despertada com o empurrão dos meus olhos nos seus
a hora de demonstrar que se tem coragem
desfiando monstros que assombram a mente

o instante da resposta positiva
e o tudo transformado
em sonho e liberdade

é difícil pensar que era simples demais
simples nunca fácil demais
só simples demais
o que há tempos demais
tempo demais
eu esperava.

30.6.07

quarto

fascina
longe olhar em mim
quatro paredes

uma clausura bordada
iluminada por velas
perfumes e incensos estão acesos como cigarros

excesso de fumaça

na seriedade do assunto
me ver é enxergar em mim
o que não se repete
em você

Várias

todos na fila
esperam a hora
tempo agora

= ~~ =

o corredor da morte
avisa:
a falta que em minha vida
faz você

= ~~~ =

temo tão doce
a breve calma
do esperar pesado
a te sorrir
tão leve.

loucura

na camisa de força meu universo
era breve no despertar dos olhos teus
os malucos batem palmas
loucos somos nós

another day

mais um dia e tudo arde
mais uma tarde
nada é sol
no mar só a chuva de areia

tudo arde
é tarde
fantasia morreu.

quote

tudo anda tão invisível que pareço estar morando num pedaço de papel.

caneta vermelha

cheiro de maça
meus dedos estão sujos da sua tinta
algo se confunde com sangue, geléia, batom...

simples possibilidades.

shhhhhhhh!

já me disseram tanta coisa...
eu nunca ouvi no espelho o que diziam
na busca incessante oir carinho
só enxerguei você.
passo a língua nos dentes
estridente é meu grito
entredentes o canto
que sentes.

25.6.07

Back to the 60 ´s

parecia estra vivendo aquela época
a ditadura
e hoje ter cerca de 50 como a maioria naquela sala

estava sendenta por relembrar o que não física nem intelectualmente vivi

tenho referências da época
minisséries, histórias ouvidas em casa, apreendidas na escola, na fuculdade....

mas não vivi.

somente na presença daqueles registros vivos, falantes, uivantes daquele tempo ainda presente
senti.

meus olhos se encheram de água por várias vezes
senti o cheiro da luta
emoção.
a pela arrepiava-se
o medo por pouco não me chegou

só não vinha porque sempre antes de chegar eu me lembrava que estávamos em 2007
nada poderia então calar-nos
nem os cavalos, os espiões, os infiltrados, a polícia, o governo, os atos institucionais...

nada poderia nos parar
impedir leituras
cercear o falar

nada poderia deixar lá
nosso direito de ir e vir

a leitura sem rédeas
a roda de poesia engajada
os pensamentos...

ali, naquela sala
percebi o passado presente
se aparelhando para enfrentar
o futuro

o que será o futuro,
mas com palvaras...

para aquele dia

a imprevisibilidade entre o naufrágio e a deriva é onde o abismo de um hiato se constrói
do não saber

quando se completa em si
inesperado
o fio une as pérolas da existência

pedras fundamentais na discussão entre o nascer e o enterrar

o que chorar
o que comemorar?
o que nascer quando morrer
o que matar ao se nascer?
o que desmemoria ao se negar?
o que esquecer...
o que sentir quando aquele dia chegar?

abrir o jornal
ler o horóscopo
escolher...

mesmo que hoje

eu tenha ficado chateada quando e porque não devia
eu sei que não tem nada a ver a minha fuga
eu sei que eu não devia ter sido impulsiva e fugido

-só pq ele que não é nada meu tava conversando com a loirinha espalahafatosa de cabelos cacheados?

santa bobagem...

eu conversei com quem eu quis
eu abracei quem me deu vontade
eu fui eu e ele, só foi ele
e não há nenhum mal nisso

eu achei que nunca fosse sentir ciúme dele
até porque eu não posso e não tem nada a ver
ele sempre soube que nós somos amigos
e o resto é mera consequência
eu coloquei as cartas na mesa assim
ele aceitou
e tava tudo bem

eu nunca imaginei que fosse me importar,
mas agora que me importo
eu senti
e eu me importo
mas não devia
e não é motivo para susto

amigos antes de tudo
é o ideal
mas sei lá,
sensível essa semana
não segurei a onda
ela estava pesada demais
carência santa carência...

então...

achei melhor fugir
sair andando na chuva
respirando Marlboros
pensando na vida

só não valeu o joguinho de gato e rato
antes de tudo
só que a supresa
foi boa.

essa semana nada vai me parar

nada vai me prender
ninguém vai me dizer como, quando, onde nem porque

essa semana vai seguir meus passos do jeito que eu quiser andar

e vai ser assim
ninguém vai me dizer a hora de parar
ninguém vai tentar me levar a fazer o que não quero
essa semana eu não vou deixar

semana que vem faço tudo que disserem,
mas essa semana é minha
e eu sou a dona de mim.

c´est la vie!

eu "missi"
ele "sifu"

eu "mifu"
ele "sissi"

e aos desencontros
segue a vida.

15.6.07

Seagul

Quando me ví ali vazia, oca, naquele canto vazio percebi que tinha me transformado em nuvem. Flutuava...
Parecia fumaça de algodão doce. O espaço tão grande...

Era fácil transformar-me no inimaginável. Um urso, um pirulito, em bolas de sorvete, uma borboleta e até uma gaivota.

Prefiro pensar no formato gaivota que voa num holograma e não se preocupa com nada além do nascer do sol, alimento e a lua.
Uma gaivota que briga por peixes no mar.
Uma gaivota que asa delta voa rasante e deixa que gotículas salgadas espirrem nas asas, no bico, no corpo.
Gaivota.

Sim naquele instante eu era uma gaivota sem rumo vagando pelo céu. Voando baixo...

Uma gaivota que sabia tudo e ao mesmo tempo não sabia.
Não sabia porque não pensava, mas ao contrário de mim, ela se via livre.

Uma gaivota eu que não eu.
Quando:
Superava limites...

13.6.07

Libertação

Ficar em casa de madrugada
dois copos de vinho
com um maço de Marlboros
ouvindo música
lendo Bukowski em voz alta
trancada no quarto

é tão libertador...