27.4.07

Paixonite

Naquele dia em que vc me provocou
nasceu em mim uma paixão platônica

Energia que faz minhas pernas tremerem quando te vejo online no gtalk, msn e outros brinquedinhos para comunicação à distância.
Eu suo só de pensar que vc poderá estar onde eu estarei,
fico sonhando em esbarrar contigo na rua numa esquina qualquer...
no meio do nada,
no paraíso ou num foguete rumo as estrelas.

Na sala de cinema escura,
no meio da muvuca dos meus passos perdidos,
no entardecer,
numa certa manhã...

Desejo te contar o dia, as aventuras, os sonhos...

Te mostrar como foi o cheiro de café daquela manhã em que acordei, no dia seguinte, pensando em ti.
Como o cheiro daquele café foi diferente...
como aquele cheiro era você mesmo que à distância...
como a minha pele...
minha língua...
tinham absorvido totalmente o gosto, o cheiro daquele único beijo roubado na esquina
enquanto eu relutava da sua provocação inconsciente...

Aquele dia em que vc me provocou foi o início da paixão platônica e do meu acordar todos os dias pensando em como seria o meu adormecer nas madrugadas pensando em como deve ser...
em como seria...

Em como não será.

Um comentário:

Robson Leite de Albuquerque disse...

Emburacando nos beatniks amores da vida, aí está a poesia, baby. Na web a aranha não como mosca, canta pacas. Beijos meus.