15.6.07

Seagul

Quando me ví ali vazia, oca, naquele canto vazio percebi que tinha me transformado em nuvem. Flutuava...
Parecia fumaça de algodão doce. O espaço tão grande...

Era fácil transformar-me no inimaginável. Um urso, um pirulito, em bolas de sorvete, uma borboleta e até uma gaivota.

Prefiro pensar no formato gaivota que voa num holograma e não se preocupa com nada além do nascer do sol, alimento e a lua.
Uma gaivota que briga por peixes no mar.
Uma gaivota que asa delta voa rasante e deixa que gotículas salgadas espirrem nas asas, no bico, no corpo.
Gaivota.

Sim naquele instante eu era uma gaivota sem rumo vagando pelo céu. Voando baixo...

Uma gaivota que sabia tudo e ao mesmo tempo não sabia.
Não sabia porque não pensava, mas ao contrário de mim, ela se via livre.

Uma gaivota eu que não eu.
Quando:
Superava limites...

Um comentário:

Robson Leite de Albuquerque disse...

Baby, recebi o convite para o niver, quarta sem falta nos vemos. Beijos.