4.4.09

sobre aritmética e selvageria (I)


talvez nunca encontre
no outro
o que percebo em mim

e não seja escondido
de mim
o que perco
no outro

a sorte pode ser algo
parecido com uma festa surpresa
ou de alguma forma,
cera de vela
derretida
no bolo de aniversário

o que
eu mostre
talvez,
não seja espelho
de alguém

uma página em branco
e milhares de lápis de cor
tinta guache, massa de modelar

[nuances de sorrisos e lágrimas]


qualquer sorte
no acaso

uma dúvida na pergunta:
- a resposta.

Um comentário:

Luciana disse...

Vai saber o que há da gente no outro.
O que do outro há na gente.

E é essa a dúvida:
qual a resposta?

Muito bom!