30.10.06

bum! pow! uh-hu! tcham! kaboom! humpf! Grumpf! grrrrr! woof! miau!

Ando onomatopéica
sem compreender os motivos
da representação desses barulhos todos
que reviram meu estômago
quando penso,
sei,
tento e não consigo escrever.

Os barulhos
que desejo escutar
quando alguém se aproxima
do meu enjôo,
ou os sons temperamentais
que você me grita
quando amanhece o amor.

Barulhos que valorizam
o tom da sua voz
nos meus olhos brilhantes
quando ouço suas palavras.

Ou os mesmos barulhos silêncio
que se prendem no intervalo
incerto e caloroso do seu abraço
em meu corpo.

O barulho incomum
apertado e
calado a vácuo
nos meus ombros solitários
sedentos de seu carinho atormentado
no vão dos dias
em que não tenho
você por perto.

Um comentário:

maristotelica.blogspot disse...

BELO. oS POEMAS ESTÃO CADA VEZ MAIS BELOS!

NO NOSSO PARTICULAR: ERA PARA TE ALIMENTAR E NÃO TE DEOXAR COM FOME!
tE AMO,
mARIS