18.10.06

Um presente inesperado


Ontem, inesperadamente ganhei um Alexandre França das mãos do Leprevost.

Um presente valioso é um livro de poesia. Quer saber o valor de um França? Multiplique 1.000.000 por infinito ao cubo mais 3.980 e saberás. Se bem que, a matemática não explica nem resolve com seus números o problema do valor da poesia.
A única coisa que pode explicar isso, a poesia, é o sentimento. É o sentir se bate ou não bate. Se o poema te toca ou não. Mesmo com rimas pobres, que não é o caso do França, um poema pode te tocar. Depende do momento.
A poesia do França, desde que descobri seu blog, sempre me tocou. Me bateu e arrebatou. Me deixou de quatro com os pneus arriados e sem estepe. França sempre me acertou!
E mais ainda com esse presente inesperado... essa gentileza amiga que só gera mais gentileza e alimenta minha alma.
A poesia sempre me chegou nas mãos quando mais precisava dela e ontem eu precisava de um França e suas pílulas poéticas. Precisava dos "barbitúricosantinflamatóricohistamínicos" para vitaminar minha alma de mulher-poeta-que sente.
Para aquecer minha noite de terça, somente um França para esclarecer minhas dúvidas.
Só um França para relaxar minha cabeça no travesseiro, me sabendo no caminho certo.
Só um França...
Tem horas que preciso de um Leprevost e sua febre de palavras afiadas. Em outras, um Tavinho Paes é meu remédio tarja-preta. Em alguns dias, um Drummond, um Vinícius, um Bandeira, um Quintana, me fazem sentir bem. Em algumas noites, só a companhia de um Pessoa, um Augusto dos Anjos para responder minhas desilusões. Na embriaguez, os Beatniks para que eu compreenda as dimensões. No amor, Bukowski. Em alguns casos: Fernanda Young (com seu único livro de poemas), Micheliny Verunski, a rádio caos (como trilha sonora), pitadas de Patrícia Carvalho e outros remédios para a alma.
Ontem, na Letras & Expressões, era noite de Augusto Dias, poeta que lançava seu primeiro livro – A última noite, amigo querido. Prêmio merecido para ele. Livro lançado com prefácio de Leprevost e orelhas de Tavinho. Com poema dedicado a mim lido por mim. Ontem foi a noite de Augusto Dias que merece todos os parabéns!
Ontem eu ganhei um “Mata borrão, batom”. Ontem eu inesperadamente ganhei um França. Um França que caiu dos céus e chegou as minhas mãos no dia em que o raio ultra-violeta cortou o planeta terra. Um França caiu nas minhas mãos no dia em que os pensamentos multiplicavam-se um milhão de vezes. Um França caiu-me nas mãos como um bilhete: Continue! Esse é o caminho- estava escrito.
Não que eu não soubesse que a poesia é o caminho, mas foi um quê a mais. Foi um reforço nas minhas convicções. Foi um refresco para minha alma. Foi um carinho que nunca será esquecido. Foi o acaso virando destino. Foi a aproximação da poeta com o poeta. Foi a transformação cósmica do sonho em realidade. Foi a realidade que já estava escrita e ninguém sabia. Foi um presente inesperado. Foi uma alegria recebê-lo!
Fez da poeta (eu) criança sentindo pela primeira vez o gosto de coca-cola.
Visitem www.alexandrefranca.blogspot.com - para saberem do que eu estou falando.

3 comentários:

Alexandre França disse...

pô Ju, estou aqui com lágrimas nos olhos (sim, eu sou do tipo q chora no final do filme)! Só tenho q agradecer por este texto lindo...bom, vc já sabe q ganhou um amigo, né? Mil beijos pra vc guria!

Vanelise disse...

que bom q gostou do poema!!!
apareça sempre
abraços

Vanelise disse...

perfumado seu blog!!!